31 de maio de 2016

Os meus cinco desejos (versão 2.9)

Confira os anos anteriores: Versão 2.5, versão 2.7 e versão 2.8

A vontade que eu tenho é de pegar uma mochila e sair andando sem olhar para trás. A casa dos 20 está prestes a chutar minhas nádegas como se nada do que vivemos até então tivesse existido. Para falar a verdade, os meus vinte anos foram uma merda como todo o resto, por que estou nostálgica? Tirando as viagens que fiz, nada é digno de nota. O que espero para a casa dos 30, portanto, é muito choro e crise de pânico. Quando criança eu gostava de me imaginar aos 30 anos de idade. Hoje, perto de completar 29 anos, gosto de me imaginar aos 10 anos de idade. A vida é bandida.

Pois bem, na tentativa de melhorar esse clima de velório no qual me afundei desde o início desse ano, resolvi cumprir o cronograma do blog e postar os meus desejos para esse ano turbulento, onde começo os preparativos da despedida de minha juventude. Se você aí já tem 30 anos e está um pouco ofendida(o), pois continua se sentindo na flor da idade, peço desculpas – é que eu gosto do drama.



1. Show do The Rasmus no Brasil
Em 2016, eu “comemoro” os 10 anos do show do The Rasmus aqui, em São Paulo, no Via Funchal. Desde então muitas águas rolaram, mas a banda nunca retornou. Agora em maio e junho eles estão fazendo turnê no Peru, na Argentina e no México, ignorando com muita elegância minhas terras tupiniquins. O que eu sinto é despeito. Bem que eu dei de ombros nas primeiras semanas após saber da notícia, mas agora o que resta são escombros.


2. Um Corgi
Eu sei que já tenho cachorros demais. Benjamin, Tony e Luna dão trabalho o suficiente e mesmo assim estou aqui querendo mais. O problema é que eu sempre quis um Corgi, desde os meus idos treze anos, eu acho, e nunca tive um. É o meu pônei não realizado. Sim, sou contra a compra de animais, por isso os meus três filhotes são adotados, por outro lado, o que seria da vida se não fossem as exceções? Paçoca, a minha Corgi fêmea, é um sonho que, eu diria, não desiste de mim.



3. Ir ao circo
Faz tanto tempo que não vou a um espetáculo circense! O pior é que existem vários espalhados pela cidade e nunca encontro tempo, ou companhia, para ir. Passo de ônibus pelas tendas e minha cabeça chega a virar para trás enquanto me afasto. Se você quer saber, seria perfeito passar a noite do meu aniversário no circo. A parte boa é que esse não é um desejo impossível.


4. Passeio de balão (de preferência na Turquia)
Eu morro de medo de altura. É bem provável que eu fique o passeio inteiro com os olhos fechados e agachada na cesta. Mas veja bem, passar medo em um passeio de balão na Turquia é para poucos e eu gostaria de ter essa oportunidade. Estou cansada de passar medo sempre nos mesmos lugares.


5. Conhecer o Tom's Restaurant
Só porque ele é um ícone do melhor seriado de todos os tempos: Seinfeld. Preciso me sentir nessa atmosfera e fazer parte da história. Tirar uma foto em frente a fachada, com certeza. Fazer uma refeição e piadas ruins. Quem sabe até comer pretzels lá (mesmo se for preciso comprar em outro lugar) e dizer these pretzels are makin' me thirsty.

26 de maio de 2016

Socorro

Assumo que precisei de uma dose elevada de coragem para escrever este texto. Não me pergunte a razão. Doses extras de coragem tem sido meu novo vício. Venho pensando em muitas coisas, criando diversos assuntos, mas nada até o momento me animou a ponto de sair da zona de conforto em que me escondi. Estou uma tremenda confusão como vocês já estão cansados de saber. Ontem, porém, descobri que cheguei aos 66 quilos. Isso, para quem nunca saiu da marca dos 53 quilos, é assombroso. É por isso que hoje escrevo.

Não, não vou virar uma blogueira fitness. O meu peso foi apenas um gatilho para que eu acordasse (bom, eu vou tentar). Experimentei um daqueles momentos raros na vida em que olhamos para o nada e nos perguntamos aonde é que vamos parar. Por que estou fazendo isso comigo? Em qual parte do caminho eu decidi que deveria me castigar? Quando foi que comecei a me odiar? Ontem, me dei conta de que passarei o resto da vida na minha companhia.

Ou aprendo a conviver comigo, ou é melhor parar por aqui.