31 de janeiro de 2016

O passar dos dias

Um dos piores sintomas do Transtorno de Ansiedade é a baixa imunidade. Quando digo que estou resfriada quero dizer que meu sistema imunológico está sendo cruelmente atacado pelos soldados despirocados do meu próprio sistema emocional. É complicado assim mesmo, então prefiro simplesmente dizer que é um resfriado, vai passar logo, tudo ficará bem. Pois, estou resfriada ao longo de toda essa última semana e não há vitamina C que possa me ajudar. Uma cólica menstrual se juntou à batalha e digamos que eu já tive dias melhores.

Eu adoraria ficar de cama morrendo em paz o dia inteiro, mas a vida acontece e as pessoas existem, portanto, eu tenho que trabalhar. Não que eu esteja reclamando. Trabalhar por conta própria é uma aventura sempre assombrada por clientes que desistem de suas encomendas, ou indecisos, ou mesmo aqueles que finalizam a compra e depois não fazem a retirada, enfim, eu disse que não estava reclamando. Não estou. Quanto mais eu bordo, mais me apaixono por essa técnica. Quanto mais tempo passo no ateliê, mais sonhos tenho de expandir meu trabalho e oferecer outras técnicas artesanais.



Já que não posso agonizar e problematizar meus sintomas com a psiquiatra (que está de férias), trabalho. E quando não estou trabalhando aproveito o tempo livre para atualizar meu journal, descaradamente abandonado, e completar o meu Destrua este Diário. Desenhar e fazer colagens é algo que jamais me levará para algum lugar, mas para onde estamos indo, afinal, senão para lugar nenhum? Nem sempre é fácil descobrir o que fazer com a próxima página e confesso que às vezes levo esse negócio a sério demais. “É entretenimento”, eu digo para mim mesma, “e você não acredita em entretenimento, lembra”? É um pequeno inferno, cada dia. Estou dando o melhor de mim aqui, por favor, um pouco de reconhecimento.



A minha vida social tem sido como os dilemas de um Patrulheiro da Noite: do lado sul me sinto segura, aquecida e confortável; o lado norte aos deuses antigos pertence. A gente nunca sabe o que vai encontrar e se voltará viva, ou com a cabeça espetada em uma estaca, dois buracos sangrentos no lugar dos olhos. Não quero sair de casa e quando não há outra solução senão ir, passo mal. Ou seja, vida social para mim é ler A Dança dos Dragões (por isso a analogia; eu queria tanto fazer essa comparação e fico feliz por esse dia ter chegado). Estou correndo contra o tempo para terminar o livro antes da estreia da sexta temporada mesmo que ainda não tenha certeza se vou assistir. Veja bem, eu achei a adaptação da HBO tão ruim, que parei minha maratona na terceira temporada. Não consigo continuar por mais que tenha boa vontade o suficiente para tentar. Está tudo errado e não sou o tipo de pessoa que consegue relevar isso, infelizmente. A cada cena que assisto a única coisa que consigo sentir é pena de quem nunca leu os livros. E pena, meus amigos, é o pior dos sentimentos.

Todo começo de ano é uma bagunça para mim; emocionalmente falando. Demoro um pouco até me acostumar com o novo calendário, por mais que não passe disso mesmo: uma nova folha e nada mais. Ainda bem que não sou a única, pois aqui em casa até os cachorros estão confusos. Luna apronta mais do que o habitual, Benjamin está depressivo e o Tony, carente. Minha mãe saiu da casinha, mas aí já é de praxe; nada muito anormal. Decidimos que em 2016 usaremos os limões que a vida dá para jogar contra os inimigos. Com sorte, pelo menos um há de perder o olho.

O mantra desse ano é: vida que segue.

19 de janeiro de 2016

Cinco aplicativos para o seu jardim (+ bônus)

Quando eu era mais jovem (e achava que já sabia de tudo) prometi a mim mesma que jamais – veja bem, jamais – perderia meu tempo com jardins. Eu observava minha mãe gastar seu tempo livre com regas, podas, plantio e não entendia que graça ela via naquilo. Eu não tinha paciência para plantas, não gostava de mato e não encontrava razões para sujar as mãos de terra, ou para ler livros sobre orquídeas. “Isso é coisa de velho”, eu resmungava do alto dos meus quinze anos.

Bem, parece que o jogo virou, não é mesmo? Não só estou tentando cultivar um bonsai do zero como estou cuidando do pé de romã, apostando minha honra nisso! Também peguei uma muda de amoreira na praça perto de casa e replantei em um vaso (oremos). Agora, eu não sei se já estou velha (segundo os meus geniais conceitos adolescentes), ou se tomei juízo.

É, dá na mesma.

Calma, que piora: tenho vários projetos de hortas, vasinhos para ervas e meu objetivo é comprar cada vez menos em supermercados e produzir cada vez mais no meu quintal. O próximo passo, claro, é dominar o mundo (ou, quem sabe, plantar batatas em Marte). Com tudo isso, naturalmente acabei colecionando aplicativos no meu celular, pois hoje em dia não somos nada nem ninguém sem a internet.



O que mais gostei nesse aplicativo foram as combinações: quais plantas podem ser plantadas juntas e quais devem permanecer afastadas. Eu, bem louca, tinha planos de construir um único local com vários vasos e mantê-las todas unidas como uma família feliz. Jamais se passou pela minha cabeça que não posso plantar tomates perto de brócolis. Não que eu esteja pensando em horta de brócolis, mas foi o primeiro exemplo que me veio à cabeça.



A maioria de vocês deve ter acompanhado minha saga. Pois bem, foi daí que surgiu a ideia de baixar algum aplicativo, qualquer aplicativo, pelo amor de deus, para ver se a coisa anda. Desse, gostei da classe de bonsais e do calendário de cuidados – o bonsai exige muita atenção e depende de inúmeros detalhes para que cresça e apareça. Cruzem os dedos!


Minha melhor descoberta de 2015, com certeza. Sou aprendiz nesse negócio de jardins e não sei nem metade dos nomes das plantas que mais gosto. É ridículo ir comprar sementes nas lojas. Faço mímicas para o vendedor e o que deveria ser um negócio rápido e lucrativo se torna um jogo de adivinhações. Eu me sentia retardada e até evitava esse tipo de transação financeira. Agora, antes de ir à loja, tiro uma foto do exemplar que tenho em casa e chego preparada.



Dizem que serei uma ótima avó porque sempre que reclamam de um pum atravessado para mim eu tasco uma receita caseira e funciona. Outro dia aconselhei um colega a colocar um pedaço de couve em cima da afta. Ele riu na minha cara, mas mais tarde mandou uma mensagem no Whatsapp dizendo que a afta havia sumido mesmo. Pois é. Esse aplicativo é um bom catálogo. Uso para escolher melhor o que plantar na minha “farmácia”. Todavia, fica a dica de tomar cuidado antes de experimentar certas coisas. Tenha bom senso.



Assim como fiquei conhecida como a louca da folha de couve na afta, logo serei a hippie das ervas também; e não vai adiantar fazer piada porque tenho orgulho disso. Estou no início dessa alquimia natureba e o Grow Organic Herbs está me ajudando a conhecer melhor as plantinhas mágicas. Não vejo a hora de estender um pano no quintal para secar, sei lá, alecrim ao sol e ser chamada de macumbeira pelos vizinhos.


Daí você me diz: “eu não tenho saco, ou tempo, ou espaço para fazer uma horta em casa”. Então o Feiras Orgânicas indicará a feira de produtos orgânicos mais próxima de você. Esse aplicativo facilitou muito minha vida; a busca por feiras orgânicas no Google nunca foi organizado o bastante para mim, acho que as informações estão muito dispersas. Talvez você encontre minha barraca porque é possível que eu tenha um estoque considerável de verduras e frutas caso leve esse negócio de horta a sério. Nunca se sabe.

17 de janeiro de 2016

Manual do querer

É incrível como os outros tem um milhão de soluções e ideias para a sua vida enquanto que a deles está uma bagunça. Não vou dizer que nunca fiz isso, e posso jurar que tinha as melhores das intenções quando tentei ajudar alguém, mas tenho evitado dar conselhos ultimamente. Às vezes (na maioria das vezes, eu acho) a gente só quer desabafar e ter um amigo que nos escute e nos entenda, ou ao menos se esforce para nos compreender. Se eu quisesse ajuda, conselhos ou opiniões, voltaria para a terapia – além de a psicóloga conhecer meu histórico e o contexto da situação, jamais seria óbvia a ponto de me decepcionar. Quando estou conversando com alguém quero, unicamente, que essa pessoa me ouça e dê o melhor de si para me abrigar. O que acontece, então, quando você sequer está reclamando e mesmo assim um amontoado não solicitado de conselhos cai sobre si?


Noell Oszvald

Não estou na melhor fase da minha vida. No entanto, ninguém me vê por aí reclamando. Sinto que não estou pronta para determinadas coisas que irão surgir. É um momento de transição pelo qual eu devo passar. Estou tirando o melhor proveito disso por mais que demonstre o contrário (podem até chamar de conformismo, se quiserem). Infelizmente, para quem está do lado de fora o ponto de vista é totalmente diferente.

“Eu acho que você deveria parar de estudar para concurso público e fazer uma faculdade de (insira aqui a primeira profissão que lhe vier à cabeça)”.
“Eu acho que você deveria ir mais à igreja. Essas religiões esquisitas que você segue são (insira aqui qualquer opinião preconceituosa)”.
“Eu acho que você deveria procurar um emprego de verdade. Artesanato não põe comida na mesa”.
“Eu acho que já passou da hora de você ter um bebê. Não presta engravidar aos trinta anos, ou depois”.
“Eu acho que você deveria se casar. Mulher velha solteira é uma merda”.

Enquanto passo noites sem dormir escolhendo os melhores destinos de diversos caminhos da minha vida muita gente não tem a menor dúvida do que eu tenho obrigação de querer. Se acaso um dia um gênio surgisse no meu caminho e concedesse apenas um único desejo, eu adoraria ter essa certeza que os outros tem em relação aos meus problemas. Eu chegaria em alguma universidade, colocaria meus documentos juntamente com o aval do conselho alheio assinado e com firma reconhecida no balcão e solicitaria a ficha de inscrição para o curso de minha escolha. No meu curriculum vitae imprimiria todas as frases emblemáticas, que seriam minha recomendação para a melhor das vagas disponíveis – “o primo de terceiro grau que telefona ocasionalmente para pedir algum favor é da opinião de que a presente candidata deve trabalhar como vendedora de sapatos; favor levar em consideração”.

O que eu quero? Por enquanto, quero descobrir o que eu quero. Isso seria um excelente começo. Não vou encontrar as respostas do dia para a noite, nós sabemos disso, e também não adianta procurar debaixo de toda pedra. Eu não posso experimentar cada coisa, não tenho tempo vital de cancelar um trabalho para iniciar um novo projeto. Sim, eu tenho vinte e oito anos. Em junho de 2016 completarei vinte e nove. E daí? Tenho consciência de que deveria ter feito muitas coisas quando mais jovem, mas eu não tive oportunidades. Estou correndo atrás do tempo perdido e isso é o máximo que posso alcançar. Estou tentando me sobrepor aos problemas emocionais e procuro não me fazer muitas promessas (pelo menos não tão cabeludas como costumava fazer). Eu quero ganhar o meu dinheiro, viver minha vida e machucar o menor número possível de pessoas no trajeto. Eu não sei qual será o meu método, então estou meio que testando vários. Uma hora eu acerto.

Essa é a única certeza que eu tenho.

11 de janeiro de 2016

Projeto – Destrua este Diário (Parte 1)

Clique aqui para ler a segunda parte!

Ano passado comecei a “destruir” o meu exemplar de Destrua este Diário. Solicitei uma cópia através do Skoob Plus em meados de 2015, guardei na gaveta e me esqueci dele por completo enquanto esperava alguma inspiração aparecer. Até que em dezembro, fazendo a Grande Faxina do Fim de Ano, o encontrei, abri a primeira página e tomei o que talvez tenha sido a primeira decisão importante de 2016: me comprometi a conclui-lo. Resolvi não seguir as instruções ao pé da letra porque não acho que tenha sido essa a intenção de Keri Smith. Destrua este Diário, para mim, é um convite à criatividade.



Oito páginas já estão prontas; algumas foram (e serão) publicadas no meu perfil do instagram. Não vou dizer que tem sido fácil, às vezes é difícil criar a partir das propostas da autora, mas sem dúvida é bem divertido. Perdi um bom tempo na internet pesquisando referências e rindo com vídeos de pessoas que resolveram seguir à risca as regras. Eu, por outro lado, não tenho coragem de molhar um livro por mais que a ideia seja se desapegar dele.



Confesso que não o abro há alguns dias por falta de tempo. Tenho uma página pela metade e planos para as próximas. Vou tentar estragá-lo o mínimo possível. Caso vocês queiram acompanhar o andamento do meu projeto posso postar as fotos tanto no instagram quanto aqui. No final, talvez, eu grave um vídeo mostrando o livro finalizado, assim como a maioria dos leitores fizeram. E se você aí estiver destruindo o seu exemplar, é só contar nos comentários e me mostrar as fotos!

5 de janeiro de 2016

Item nº 01

No final de 2014, abri uma planilha do Excel e fiz uma lista de objetivos para 2015. Eu estava cheia de planos e desejos. Tomei o cuidado de escolher somente os planos que estavam ao meu alcance, que dependiam de mim para acontecer. Há muitos anos eu não fazia aquilo e estava com saudades de sentir a expectativa que esses projetos trazem, mas ao mesmo tempo não levava muito a sério – “eu sei que vou abandonar isso antes de abril chegar”. Foi o que eu fiz com as listas anteriores (e o motivo por ter deixado de fazê-las).

Em meados de outubro percebi que todos os itens estavam riscados. Alguns não sobreviveram à empolgação do ano novo e foram cancelados, o resto eu completei aos poucos, sem pressa e completamente desacreditada do meu potencial. Eu só me lembrava daquela lista quando “cumpria alguma tarefa” e então me dava o prazer de eliminar um item. Normalmente, era a única sensação boa que eu tinha em semanas. Quando dezembro chegou e a lista estava concluída há muito, abri novamente o mesmo arquivo e montei uma nova coluna de projetos ao lado. A minha intenção era escrever sem parar assim como fiz um ano antes, porém, fui obrigada a me concentrar bastante para ao menos preencher a primeira linha.

Não consegui.

Assim como não consegui sentir o mínimo de entusiasmo na virada do ano, também. É comum ficar um pouco depressiva, frustrada, ou às vezes empolgada, mas na virada de 2015 para 2016 eu estava apática. Comemorei com os meus, curti os fogos de artifício e comi bastante, só que por dentro eu não sentia absolutamente nada. Eu sei que isso é comum para muitas pessoas, mas foi uma novidade para mim. Volta e meia encontro amigos que dizem não dar a mínima para o Ano Novo e até estão no quinto sono à meia-noite. Eu, por outro lado, sempre espero alguma coisa, penso em alguém especial, faço um desejo, tenho esperança. Esse vazio, portanto, foi um susto que está se refletindo na maldita Lista de 2016.


Não espero nada para esse ano. Não quero nada. Sim, eu adoraria viajar, conhecer bons restaurantes, fazer novas amizades, conquistar uma condição financeira melhor, ler ótimos livros e discutir sobre séries e filmes; quero que minha família permaneça em segurança e com saúde. Quem não quer?! O que me incomoda é a falta de objetivos mais concretos e pessoais – um guia para que eu não perca o foco em 2016. É claro que posso viver tranquilamente sem isso, mas gosto da ideia de estar seguindo um plano e me superando a cada etapa vencida. Para quem tem problemas emocionais (de qualquer espécie), as metas são muito importantes.

Pensei em várias coisas: ler a respeito de determinados assuntos; estabelecer metas para o ateliê; algum desafio; praticar o desapego; mudar um hábito; visitar parentes distantes; enumerar defeitos. Nada disso me inspirou; simplesmente não dou a mínima, não faz diferença. Não estou preocupada se o ano será bom, ou ruim, mas sim com esse vazio no peito. O primeiro item da minha Lista de 2016, no fim das contas, será “descobrir o que diabos aconteceu comigo”.

3 de janeiro de 2016

Filmes e Livros de 2015

20122013 - 2014

Não assisti tantos filmes quanto gostaria, mas me considero sortuda: assisti bastante coisa boa e alguns lançamentos de Bollywood. Também li menos do que o esperado e tive fortes decepções. Por outro lado, não posso reclamar por motivos de As Crônicas de Gelo e Fogo, que pretendo terminar antes de abril de 2016. Falei dos filmes e livros que me marcaram no ano passado nesse texto aqui. Estou ansiosa pra rechear essa lista de coisas boas ao longo desse novo ano!

Filmes:
Happy New Year (2014) ★★★
Bhaag Milkha Bhaag (2013) ★★★★
Shaadi Ke Side Effects (2014) ★★
Uma História Severina (2005) ★★★
Kabhi Khushi Kabhie Gham (2001) ★★
Leviatã (2014) ★★★
Moça com Brinco de Pérola (2003) ★
A Vida de Brian (1979) ★★
Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011) ★
O Mordomo da Casa Branca (2013) ★★★★
Florbela (2012) ★★★
Selma (2014) ★★★
Bom Dia, Vietnã (1988) ★★★
O Pescador de Ilusões (1991) ★★★
Segredos da Vida (1994) ★★★
Tempo de Despertar (1990) ★★★
O Conde de Monte Cristo (2002) ★★
Sicko (2007) ★★★★
Livre (2014) ★★★
Gulaab Gang (2014) ★★
Vingadores II (2015) ★★★
À Procura do Amor (2013) ★★
Sete Anos no Tibet (1997) ★★★
De Repente Pai (2013) ★★
O Grande Hotel Budapeste (2014) ★★★
Tudo Pode Dar Certo (2009) ★★★
Queen (2014) ★★★
Moscou em Nova York (1984) ★★
Passagem para a Índia (1984) ★★★
Interestelar (2014) ★★★★
Viagem a Darjeeling (2007) ★★
Jurassic World (2015) ★★★
Finding Fanny (2014) ★★★
Jodhaa Akbar (2008) ★★★
Aashiqui II (2013) ★★★
PK (2014) ★★★
Piku (2015) ★★★★
O Exterminador do Futuro II (1991) ★★
Samsara (2001) ★★★★
Cinema Paradiso (1988) ★★★★
Perdido em Marte (2015) ★★★
Que Horas Ela Volta? (2015) ★★★
Caçadores de Obras-primas (2014) ★★★
Durval Discos (2002) ★★★
Invictus (2009) ★★★
Hawaizaada (2015) ★
O Regresso (2015) ★
Star Wars: O Despertar da Força (2015) ★★
Livros:
A Vida do Livreiro A.J. Fikry, Gabrielle Zevin ★★
Nu, de Botas, Antonio Prata ★★
Sweet Tooth I, Jeff Lemire ★★
Sweet Tooth II, Jeff Lemire ★★
Sweet Tooth III, Jeff Lemire ★
Walden, Henry David Thoreau ★★★
24 Contos de F. Scott Fitzgerald, Ruy Castro ★★★
Claros Sinais de Loucura, Karen Harrington ★
Rabo de Baleia, Alice Sant’Anna ★
Tipos de Perturbação, Lydia Davis ★★★
Fausto, Goethe ★★★
Um Dia Perfeito Para Casar, Julia Strachey ★
A Paixão, Jeanette Winterson ★★★
Passageiro do Fim do Dia, Rubens Figueiredo ★★★
As Aventuras de Pi, Yann Martel ★★★★★
A Extraordinária Viagem do Faquir (...), Romain Puértolas ★
Precisamos Falar Sobre o Kevin, Lionel Shriver ★★★
Laranja Mecânica, Anthony Burgess ★
A Sociedade (...), Mary Ann Shaffer e Annie Barrows ★★★
O Segredo do Meu Marido, Liane Moriarty ★★
Trocando Olhares, Florbela Espanca ★★★★
Prato Sujo, Marcia Kedouk ★★★
Livro das Mil e Uma Noites I ★★
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas ★★★
O Tempo é um Rio que Corre, Lya Luft ★
O Livro d'Ele, Florbela Espanca ★★★★
Livro de Mágoas, Florbela Espanca ★★★★
Livro de Soror Saudade, Florbela Espanca ★★★★
Charneca em Flor, Florbela Espanca ★★★
Reliquiae, Florbela Espanca ★★★
Sábados Inquietos, José Castello ★★
A Mensageira das Violetas, Florbela Espanca ★★★★★
Iniciação à História da Filosofia, Danilo Marcondes ★★★
Uma Passagem para a Índia, E. M. Forster ★★★
Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley ★★★★
A Casa dos Budas Ditosos, João Ubaldo Ribeiro ★★
Os Luminares, Eleanor Catton ★★
Os Buddenbrooks, Thomas Mann ★★
Minha Vida Sem Banho, Bernardo Ajzenberg ★★
Para Ser Escritor, Charles Kiefer ★
Inferno, Max Hastings ★
Os Bruzundangas, Lima Barreto ★★★
O Homem que era Quinta-feira, G. K. Chesterton ★★
A Vida no Céu, José Eduardo Agualusa ★★
O Circo Mecânico Tresaulti, Genevieve Valentini ★★
Til, José de Alencar ★★★
Despertar: Uma Vida de Buda, Jack Kerouac ★★★
From India, Kumar & Suba Mahadevan ★★★
A Amiga Genial, Elena Ferrante ★★★
A Revolução dos Bichos, George Orwell ★★★
Livro de Receitas para Mulheres Tristes, Héctor Abad ★★★
A Política Sexual da Carne, Carol J. Adams ★★
O Verão Sem Homens, Siri Hustvedt ★★
Sejamos Todos Feministas, Chimamanda N. Adichie ★★★
O Demônio do Meio-dia, Andrew Solomon ★★★
Idiopatia, Sam Byers ★★
Portas Abertas, Aline Campbell ★
Sangue no Olho, Lina Meruane ★★★
Hamlet, William Shakespeare ★★★
Aura, Carlos Fuentes ★
Comprometida, Elizabeth Gilbert ★★★
Perdido em Marte, Andy Weir ★★★
O Futuro Chegou, Domenico De Masi ★★
A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin ★★★★
A Fúria dos Reis, George R. R. Martin ★★★★
A Tormenta de Espadas, George R. R. Martin ★★★★

1 de janeiro de 2016

Retrospectiva 2015

Nada do que escrevo me agrada. E foi assim ao longo de 2015 inteiro, cujo início não passa de uma bruma espessa na memória. Não me lembro de muitas coisas entre janeiro e março. Perdemos um ente querido e esse é o máximo que posso comentar a respeito dessas primeiras semanas que se apagaram. A impressão que fica é de que o ano como um todo foi um grande erro; de que eu estava no lugar errado, na hora errada, fazendo a coisa errada. Parece que joguei tudo no lixo sem ter consciência do que estava fazendo. O pior é ser impossível apontar um culpado. Eu nem mesmo sei o que de fato fiz, ou deixei de fazer nesse ano que terminou.

Algumas atitudes foram acertadas: finalmente tirei a televisão do quarto, o que melhorou muito meu desempenho e a qualidade do meu sossego; saímos em busca de um apartamento e pude observar a decadência da sociedade; fiz uma limpa colossal na minha lista de leitura e hoje sou uma leitora mais consciente; me converti definitivamente ao budismo e me considero uma pessoa melhor; até tive coragem de postar todos os dias por uma semana e foi divertido!

Apesar de momentos ruins e confusos, nossa família cresceu com uma bela surpresa: a Luna, uma filhotinha que minha mãe tirou da rua. Hoje, ela está com dez meses e é uma das maiores alegrias da nossa casa! Deu bastante trabalho, mas recompensa todos os dias com muito amor e carinho. Não consigo mais imaginar minha vida sem ela.


Por fim, para salvar o Bonjour Circus do marasmo no qual minha vida atolou, acabei introduzindo uma nova linha editorial no blog. A minha sorte é ter leitores adoráveis que entram em qualquer barca furada junto comigo e está tudo dando certo.

O TEXTO MAIS ACESSADO
BlogDay 2015 e o post nº 500 foi o texto que bombou e eu juro que me esforço para entender vocês, mas é difícil. Nesse post indico cinco blogs que gosto de ler para comemorar o BlogDay do ano e falo rapidamente sobre os cinco anos do Bonjour Circus e a postagem número 500.

O MEU TEXTO FAVORITO
Agora, o meu texto favorito é Cinco fatos sobre o Transtorno de Ansiedade onde falo mais sobre esse problema seríssimo que quase acabou com a minha vida e faz uma nova vítima a cada hora que passa. Recomendo para quem sofre de TAG, ou caso tenha alguém próximo e queira saber como ajudar.


OS LIVROS
Esse foi o ano em que “descobri” As Crônicas de Gelo e Fogo e isso foi, de longe, a coisa mais legal de 2015. Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, me surpreendeu positivamente e desde então o recomendo para todo ser vivo que cruza o meu caminho – esse é livro é tudo o que dizem e mais um pouco. Já o Walden, de Henry David Thoreau, apesar de maçante em alguns trechos, também foi uma boa experiência. Li bastante coisa legal ano passado e pelo menos nesse quesito me sinto satisfeita. O favorito foi As Aventuras de Pi (Yann Martel), que arrancou um pedaço do meu coração.


OS FILMES
O ano começou com Bhaag Milkha Bhaag (2013), um Bollywood incrível! Depois passou por Bom Dia, Vietnã (1988) – não sei qual foi a força que conseguiu me convencer a assistir de uma vez por todas esse clássico (ou quase) de Robin Williams. É um ótimo filme para a sua época. Foi um ano fraco para filmes, ainda não se por qual motivo, mas houve seus destaques: Perdido em Marte (2015), por exemplo, com o sempre excelente Matt Damon; Samsara (2001) e Cinema Paradiso (1988), surpresas maravilhosas; e Interestelar (2014), que arrisco dizer ter sido o favorito.

Eu não saberei dizer como será 2016 por aqui, mas prometo tirar leite de pedra. As ideias existem, estão soltas por aí, só me falta canalizá-las e dar o melhor de mim. Todo novo ano tenho o costume de fazer uma lista com promessas plausíveis, mas nem isso estou conseguindo em 2016. Pelo menos por enquanto. Tenho orgulho de ver toda a lista de 2015 riscada, por outro lado, não tem me ajudado a encontrar inspiração. Estou em ponto morto, essa é que é a verdade. Desejo a todos vocês um ótimo 2016! Vamos fazer o que dá com o que temos para hoje.

Vida que segue!