27 de novembro de 2015

Writing about Miranda, are we?!

Eu estava pensando em escrever um texto com os cinco melhores momentos do seriado Miranda, mas daí me dei conta de que quase ninguém no Brasil assistiu. É provável que eu tenha sido a única, aliás. Então é melhor dar uma rápida explicação do que se trata, chorar minhas pitangas com o finale e vida que segue.

Muito amor envolvido! ♥

“Miranda” foi um seriado britânico da BBC One idealizado, escrito e protagonizado por Miranda Hart, a melhor pessoa da Terra. De verdade. O roteiro se baseia no cotidiano da protagonista: uma mulher de 35 anos, solteira, que vive em um pequeno apartamento que fica em cima da sua loja; onde trabalha sua melhor amiga, Steve. Miranda é completamente apaixonada por Gary, o chef do restaurante ao lado. Por ser alta, desengonçada e não ter traços muito femininos Miranda volte e meia é chamada de senhor e passa por muitas situações sociais constrangedoras – é aí que mora toda a ideia central do seriado.

Não consigo me viciar em séries. Na verdade, até hoje abandonei a maioria delas pela metade com exceção de Friends e Seinfeld, que é um dos meus seriados favoritos. Tentei acompanhar Call the Midwife (onde Miranda Hart também tem uma personagem) e, apesar de ser ótimo, acabei me esquecendo de assistir aos novos episódios.

Com Miranda foi diferente desde o início. Estreou em 2009, mas só o descobri através do Tumblr em 2011. De lá até janeiro de 2015 não perdi um episódio sequer. É impossível não se identificar com Miranda e não rir com os foras que ela dá – e olha que eu sou muito difícil de agradar quando se trata de comédia. Houve uma época em que eu assistia aos episódios (repetidos mesmo) todos os finais de semana!


Em 2012/2013 foi lançada a terceira temporada. O que nós que acompanhávamos não sabíamos era que seria a última. Miranda Hart não queria mais escrever e interpretar uma personagem autodepreciativa. Miranda, seu personagem, sendo uma mulher solteirona e submissa à mãe não combinava mais com Miranda Hart, que cresceu bastante profissionalmente, nem com o mundo, que mudou bastante desde 2009. Eu quase chorei. Compreendi a escritora e cheguei a dar razão – que fim Miranda poderia ter? Mas o meu coração murchou.

O problema é que o último episódio da terceira temporada deixou muitas lacunas abertas. E se você pretende assistir esse seriado depois de ler meu texto recomendo que pule todo este parágrafo, que estará cheio de spoilers! Pois bem, Miranda é pedida em casamento tanto por Gary, o chef do restaurante, quanto por Michael, um repórter que apareceu por acaso em sua vida. O episódio termina assim, do nada, com ambos ajoelhados e logo em seguida Miranda anuncia o fim da série. Depois, obviamente, ela decidi gravar dois especiais de Natal para encerrar o roteiro. E o resultado, pelo menos para mim, não foi satisfatório...


Bom, não vou dizer o que acontece nos dois especiais de Natal gravados para encerrar o seriado. Pode ter sido um final óbvio para alguns, porém Miranda nunca foi óbvia para mim. Por isso eu amava cada temporada. Quando foi anunciado seu término encontrei novamente a velha frustração que senti ao descobrir que Carnivale havia sido cancelada. Eu estava no início da primeira temporada, muito empolgada e acabei abandonando no terceiro episódio depois desse balde de água fria.

Enfim, Miranda acabou de vez! A atriz tentou deixar algo em aberto na última cena do especial, mas sabemos que terminou. Os dois últimos capítulos não tiveram o mesmo clima da série como um todo. Acho que Miranda perdeu mesmo as razões que tinha para continuar. O que é uma pena porque, sinceramente, era uma história para render ótimas temporadas por mais uns três anos, no mínimo. Não existem episódios legendados em português, mas estão todos disponíveis nos torrents da vida e nessa internet sem porteira. Eu recomendo muito! Miranda deixa uma saudade enorme, que só pode ser suprimida assistindo milhares de vezes sem conta às temporadas antigas.

21 de novembro de 2015

Tem alguém aí?

Desde o dia em que decidi me dedicar mais a minha loja virtual algo se transformou dentro de mim. Foi como se uma prioridade subisse um degrau enquanto várias outras desciam outro. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu teria que dar esse passo e parar de me contentar com encomendas, ou com o boca-a-boca. Pois esse momento chegou e percebo que houve toda uma mudança profunda de foco. Basta olhar para o Bonjour Circus, que mudou bruscamente de “editorial” já que eu não paro o que devo fazer para vir aqui escrever quatro ou cinco parágrafos.

O problema não é tempo. Eu sempre soube administrá-lo e não me faltam ferramentas online para ajudarem nas horas mais apertadas. O buraco, na verdade, é mais embaixo. Eu não vejo motivos para vir aqui contar qualquer coisa que seja. E o pior de tudo é que minhas filosofias baratas agora dão preferência ao meu journal. As reflexões são reservadas para as meditações diárias. No resto do dia estou bordando e costurando, buscando referências, tendências e inspirações, procurando furar meu dedo o menos possível com a agulha de feltragem.

Cheguei a cogitar a possibilidade de estar sofrendo “a crise dos 30” de uma maneira boa e ao mesmo tempo caótica. Só vou completar minha terceira década em 2017, mas talvez este seja meu subconsciente me preparando para o choque de realidade. “Você precisa mudar e tomar jeito na vida”. Fiquei realmente preocupada quando percebi que estava observando a maternidade sob um novo ponto de vista. Isso, para quem me conhece, é alarmante. Sinto (todos sentem) que estou em um limbo, perdida entre o que fui e o que vou ser. Eu não conheço essa nova pessoa apesar de saber de onde ela está vindo.

Tomei várias decisões e me sinto determinada como não me sentia há anos. Acredito que essa fase conturbada esteja se refletindo aqui no blog. Na falta de alguém para escrever sobre – pois estou ausente de mim mesma – optei por atualizá-los com o que me agrada. No fim das contas, achei melhor do que fazer menos sentido do que o costume, ou abandoná-los. O meu intuito é manter o blog pessoal e continuar aproximando os meus leitores de mim, e uns dos outros. Mesmo assim, com tudo bagunçado, estou curtindo essa etapa e tirando o melhor possível dela. Espero que vocês também.

Continuamos amigos?
Então, está bom!

5 de novembro de 2015

Cinco canais de yoga no Youtube


Apesar de bufar feito uma porca durante os exercícios e reclamar das dores no dia seguinte, eu amo yoga. Parece muito fácil para quem está olhando, mas é uma verdadeira tortura para quem pratica. Nem por isso é ruim. Pelo contrário, acredito que seja viciante. Veja bem, eu vivo precisando emagrecer por causa dos antidepressivos – o “efeito sanfona” parece ser algo genético e piorou quando comecei a tomar medicação controlada. Ignorar calorias é um luxo que não posso (mais) me dar. Portanto, fui obrigada a arranjar um jeito de perder (e manter) o peso.

Problemas de coração também são genéticos, então tenho que tomar cuidado redobrado. Como sou caipira e tenho preguiça de ir ao cardiologista, optei por não sobrecarregar o sistema e mantê-lo deboa o máximo possível sem me tornar sedentária. Ou seja, academia nem pensar. Sim, eu posso fazer. Quero dizer, poderia se tivesse um acompanhamento médico. Por outro lado, mesmo acompanhada, música eletrônica, aparelhos suados e humanos em geral não fariam meu feitio.

Daí você pensa: pilates. É mais intimista, menos dinâmico, “tem uma pegada zen, você vai gostar”... Nem morta. Na Inquisição, talvez. Ou em 1968. O pessoal da Idade Média até poderia curtir. Eu não. Muitas pessoas recomendaram e eu cheguei a usar a desculpa da lordose para escapar. Quando o assunto é ser lisa, aliás, sou a melhor. Principalmente quando envolve ginástica. “Ah, mas as minhas costas... O meu coração... E a bronquite asmática...” Deu para perceber nos dois primeiros parágrafos, né?

Só que, então, eu conheci o yoga e não encontrei nenhum problema. Além de trabalhar o corpo, modela o espírito. É uma técnica viva e ao mesmo tempo frágil. Ajuda a treinar a respiração, o que é excelente para quem sofre de problemas emocionais. Equilibra o humor, o que é imprescindível para loucos do cu como eu. E além de tudo isso é uma ótima ferramenta para a meditação, prática que se tornou parte do meu dia a dia.

E esse texto está ficando maior do que deveria.

Enfim, quanto mais me interessei pelo assunto mais fontes fui encontrando a respeito. Resolvi começar a praticar yoga por conta própria, no conforto do meu lar, coisa que nenhum dinheiro nesse mundo compra. Pois é, eu realmente evito a todo custo contato de primeiro grau com humanos. Passei um bom tempo procurando e avaliando os melhores canais, filtrando o que me fazia bem, privilegiando aqueles com atualizações regulares e com bastante diversidade. O resultado está aí pra quem quiser! São canais que visito toda semana e que me ajudaram muito a aprender as técnicas básicas. Para aqueles que resolverem entrar nessa, recomendo paciência – prática é uma coisa que vem com o tempo, principalmente quando estamos aprendendo algo sozinhos.










5. NAMU