31 de outubro de 2015

Os três últimos filmes

Tem algum texto meu perdido por aí onde digo que não sei ser sucinta e por isso evito ao máximo fazer essas mini resenhas. Acontece que a necessidade me obriga, pois o tempo está curto e as ideias, mais ainda. O fim de ano para os artesãos significa um caos e ainda por cima tenho o vislumbre de uma prova concorrida e, portanto, estou com o bumbum liso de tanto estudar. Ou seja, é melhor eu aprender a resumir o que tenho a dizer, caso contrário estaremos todos perdidos e o blog se transformará em um barco à deriva. Eu juro que estou dando o melhor de mim.

Perdido em Marte (2015) ★★★
Eu adoro ciência. Sério mesmo. Todos os meus professores diriam o contrário, mas podem acreditar em mim. Assim que saí da escola e não me vi obrigada a decorar fórmulas de química para provas sem o menor propósito comecei a descobrir a verdadeira ciência – aquela que está no nosso cotidiano e nos impede de consumir fosfoetanolamina sintética como se fosse açúcar. Bom, vamos ao que interessa: na verdade, do fundo do meu coração, eu nem sabia o que estava acontecendo no cinema até alguém me dizer que Matt Damon seria protagonista de uma adaptação. E como Matt Damon é sempre bem vindo fui dar uma olhada na internet e descobri essa tal adaptação do livro de Andy Weir.

Como prezo o meu lado leitora, fiz de tudo para terminar a leitura antes de alcançar a graça de assistir Matt Damon em uniforme de astronauta. Eu engoli o livro, em outras palavras. E é muito bom, apesar de eu não entender 80% da ciência de Mark Watney, o protagonista (olha, vergonha eu teria de mentir dizendo que entendi). A adaptação para o cinema ficou melhor do que eu esperava e isso já é uma grande coisa. O diretor se deu ao luxo em algumas partes, mas acho que o coitado tem o direito de suas próprias interpretações e licenças poéticas, né. A minha avaliação foi de três estrelas e meia. Quase quatro porque sempre há uma mijada fora do pinico e eu sou difícil de perdoar. No mais, Matt Damon... Sempre cinco estrelas, esse Matt Damon.

Que Horas Ela Volta? (2015) ★★★
Para começo de conversa, não suporto a Regina Casé. Ainda assim, sou adulta o suficiente para admitir que ela estava ótima no papel da empregada doméstica Val. O filme como um todo é bom. Impecável, eu diria. O único problema: é mais do mesmo. É a burguesia falando sobre a decadência da própria classe econômica com um ar intelectual de quem sente as dores dos desfavorecidos. Isso, às vezes, me irrita mais do que a Regina Casé. Anna Muylaert fez um ótimo trabalho e seria muito cômodo tirar todos seus méritos só porque ela não é pobre e tem empregadas domésticas em casa. O buraco é mais embaixo.

Para mim, pelo menos, que sou filha de empregada e vivi o que é interpretado no filme fica mais difícil de passar pela garganta. É como se os netos dos antigos patrões de minha mãe resolvessem fazer este filme e não consigo encontrar comparações para tamanha hipocrisia e pseudo intelectualismo. Porque, veja bem, para eles é muito fácil filmar algo bastante conceitual, ganhar prêmios e colocá-los na estante para que, mais tarde, a empregada doméstica tire o pó. Se fosse um curta-metragem realizado pela periferia seria mais intenso e verdadeiro. Seria digno de todos os elogios que eu conheço porque essas pessoas tem o direito. Anna Muylaert é uma burguesa artística. Ótimo. Será aclamada pelo filme, merecidamente. Ok. Mas não me peçam para chamá-la de gênio. Ela não sabe do que está falando.

Caçadores de Obras-primas (2014) ★★★
Sim, os três últimos filmes levaram três estrelas de minha implacável e crítica pessoa. É vergonhoso mas ao mesmo tempo sensato. Pois bem, Caçadores de Obras-primas ganhou minha atenção porque George Clooney resolveu brincar de diretor. Vocês até podem pensar que Matt Damon teve papel importante na minha decisão de escolher o filme, mas eu diria que isso não passa de intriga. Melhor deixar esse assunto de lado. Então, como estou sempre a postos para reclamar um pouquinho de George Clooney, assisti aos primeiros trinta minutos com as garras de fora. Eu não estava disposta a poupá-lo.

No entanto, o cara se deu bem. Estou ignorando a ajuda que ele teve de três roteiristas, sendo boazinha e lhe dando todo o crédito. Bem que merecia três estrelas e meia (senão quatro), mas Matt Damon apareceu pouco para o meu gosto algumas partes nonsense – apesar de o roteiro ter sido baseado em fatos reais – me fizeram recuar. Mesmo assim, eu recomendo! Há uma delicadeza da qual jamais imaginei que George Clooney seria capaz. O seu personagem é como todos os outros que ele fez ao longo da vida, nenhuma surpresa nisso. Por outro lado, ele conseguiu caprichar no elenco, que colocou o tempero que lhe falta. Assistam! Vocês vão gostar.

25 de outubro de 2015

Cinco razões para assistir Bollywood

O que começou com Saawariya não parou até agora. Como eu escrevi na resenha desse primeiro filme indiano que assisti, sou cheia de fases. Acontece que algumas passam, outras ficam – Bollywood ficou. Se meu entusiasmo com algum assunto dura mais do que seis meses podem acreditar que é para a vida inteira. De 2013 para cá minha lista vem crescendo e aos poucos percebo que assisto cada vez menos filmes americanos. Não por uma questão de melhores, ou piores, mas acho que estou simplesmente saturada da indústria hollywoodiana.

Isso quer dizer que sim, eu adoro Os Vingadores, por exemplo, mas prefiro filmes europeus, iranianos e, é claro, indianos. Ou seja, sou melhor do que vocês? Talvez sim, mas por outras razões. Não! Faço questão de deixar bem claro, que é para ver se param de criticar certos tipos de opinião. Pois bem, isso posto, depois de dois anos de doses cavalares de Shahrukh Khan acabei adquirindo um know how, ou no mínimo me familiarizei a Bollywood até o ponto de ficar aqui num domingo de manhã reunindo tópicos positivos para que vocês se convençam, de uma vez por todas, que os filmes indianos são maiores do que a vida.


1. Drama
Se você aí chorou com P.S. Eu Te amo, sofreu sérias lesões emocionais com qualquer filme baseado em obras de Nicholas Sparks, ou teve o caráter moldado por Ghost – Do Outro Lado da Vida, não vai acreditar no que Bollywood pode lhe oferecer. Filmes como Veer-Zaara e Guzaarish proporcionam momentos intensos, eu diria, e ainda por cima sem o fator mela-cueca que tanto agrada os americanos. É claro que há exageros, afinal, estamos falando de dramas indianos, mas é justamente isso que deixa o filme mais autêntico. A naturalidade com que os atores interpretam seus personagens também contribui. Caso você tenha gostado de Caminho das Índias, saiba que a novela de Glória Perez foi apenas um aperitivo para o que pode ser encontrado em Bollywood; novela, aliás, escrita sob os moldes ocidentais, o que tira bastante da qualidade de uma história tipicamente indiana.


2. Trilha sonora
Eu detestava musicais. Se me chegassem com um Grease para assistir no fim de semana é certeza que eu choraria sangue. Talvez eu seja a única pessoa na face da Terra que ainda não assistiu Moulin Rouge porque, além de ser um musical, tem a Nicole Kidman. O meu limite sempre foi a Nicole Kidman. Ninguém merece essa mulher. Mas enfim, de repente, descobri as músicas de Bollywood e, apesar de continuar detestando musicais (independente do país de origem), me vi apaixonada pelas músicas indianas. Seja lenta, agitada, ou clássica, depois de uma cena musical bollywoodiana até Cats, da Broadway, fica sem a menor graça.


3. Cultura
Bom, se você quiser conhecer um pouco mais sobre a Índia, mas tiver preguiça de ler, ou não saber por qual livro começar, sugiro Bollywood. É preciso estar atento às armadilhas do entretenimento e desconsiderar certas licenças poéticas no caso de filmes de ação, mas é uma boa fonte de histórias tipicamente indianas com indianos de verdade. Caso você saiba o que realmente quer e como procurar vai conseguir encontrar filmes mais realistas, com críticas sociais, políticas e econômicas (religiosas, também). O cinema não é a melhor forma de ser apresentado a um país e sua cultura, eu sei. Todavia, no que diz respeito ao ponto de vista de seus habitantes é, praticamente, o ideal. Dá para, pelo menos, descobrir como os indianos pensam.


4. Atores
Quando falamos em atores indianos logo nos vem à cabeça Irrfan Khan, que apareceu recentemente no novo Jurassic Park, e fez tantas outras pontas em Hollywood. Não podemos nos esquecer de Suraj Sharma (Pi Patel, em As Aventuras de Pi), Devesh Patel (ator britânico de origem indiana que interpretou Jamal em Quem Quer ser um Milionário), Aziz Ansari (columbiano de origem indiana, comediante) e, obviamente, Kunal Nayyar, britânico de origem indiana, do seriado Big Bang Theory. E logo você aprende que não importa muito o local de nascimento, a cultura indiana, tão forte, sempre se sobrepõe. Como é o caso de Deepika Padukone, que nasceu na Dinamarca, mas ninguém diz assim, num primeiro olhar. Assistindo a Bollywood você conhecerá e aprenderá a amar Shahrukh Khan, Aamir Khan, Aishwarya Rai, Madhuri Dixit. Infelizmente, conhecerá Kareena Kapoor e Salman Khan também, mas nem tudo pode ser perfeito.


5. Clássicos
Talvez muitos já tenham ouvido falar de Mughal-e-Azam, o filme de 1960 que demorou 10 anos para ser concluído e foi gravado em três idiomas. Que me desculpe o diretor de Boyhood, mas isso é um clássico, assim como a maioria dos filmes indianos daquela época, quase todos com alguma história para contar. Não vou fazer a cult e dizer que são meus preferidos. Na verdade, assisti bem poucos. Nem por isso deixo de reconhecer o valor que cada um tem. Devdas, de 1955, é considerado uma obra-prima (ou pelo menos foi até 2002, quando chegou Sanjay Leela Bhansali). Apesar das décadas de 50, 60 e um pouco de 70 terem sido o auge, filmes mais recentes, como Dilwale Dulhania Le Jayenge (1995), já entraram para o hall dos eternos; provando que Bollywood é uma indústria de ouro!

Consegui convencê-los? Vamos todos juntos chorar lágrimas de sangue e dançar com as mãozinhas para cima? Então, está bem. Aos mais versados na arte indiana, peço desculpas se me esqueci de mencionar algum tópico importante. Bollywood é assunto extenso e não faço questão de sentar na janelinha. No mais, recomendo a leitura do artigo 25 Fatos sobre o Cinema Clássico Indiano, que é bem bão.

14 de outubro de 2015

Diário de um Bonsai (capítulo 3)


10/10/2015 – UTI
Tive uma surpresa nada agradável quando fui verificar nosso pequeno grande broto: suas folhas estavam murchas e manchadas. Depois de saborear um leve desespero, fui pesquisar o que diabos poderia ter acontecido. O problema, infelizmente, não era tão simples. Poderia tanto ser pouca luz, quanto muita luz. Pouca água, ou muita água. Eu, mãe de primeira viagem, fiquei sem saber se era um, ou outro. Bem, eu considerava a rega moderada, então só podia ser o sol (que está escaldante, mortífero, venenoso, vamos todos morrer). Mudei o broto de lugar. No dia seguinte, ele estava pior. Mudei mais uma vez, colocando junto com meu romã, e observei. Dei o prazo de dois dias para as coisas voltarem aos seus eixos antes de ficar brutalmente emputecida.


14/10/2015 – ÓBITO
A primeira coisa que fiz hoje de manhã foi verificá-lo e encontrei isso que está na foto. Não restou nem história para contar. O pior é que havia outro brotinho apontando, mas um pássaro fez o favor de carregá-lo para o inferno. Num dia eu estava contente achando que a família aumentaria, no outro me deparei com um buraco na terra germinando a lembrança de minha inocência. Até aí, tudo bem – o primeiro broto estava saudável. Hoje, estou tentando absorver a injustiça da melhor maneira possível.

Estou culpando o sol. Apesar de o broto ter adorado a iluminação em seus primeiros dias, me parece que se tornou demais para ele em determinado momento (que eu não sei qual foi). Sinto um certo orgulho de não ter matado o bichinho afogado, ou de sede, porque eu vivo fazendo isso com as plantas. Dessa vez a culpa não é totalmente minha. Pelo menos, não até eu entender o que raios aconteceu de verdade.

Você deve estar se perguntando o que acontecerá agora. Pois bem, eu não sei. Bem que eu gostaria de plantar novas sementes de maçã, mas está na cara que algo de errado não está certo. Talvez as sementes de frutas sejam mesmo estéreis. Talvez seja melhor comprar sementes próprias para plantio. Talvez, quem sabe, por que não?, eu deva comprar uma muda de macieira e dar o braço a torcer, só para variar. Ou quem sabe alguém perca a paciência com esse drama e me presenteie com um bonsai pronto, me incumbindo de apenas mantê-lo vivo. Não é o ideal, não era o planejado, por outro lado é possível que seja a coisa mais sensata.

Antes, preciso sofrer o luto.

9 de outubro de 2015

Uma madrugada muito louca

Catei a tag do totalmente excelente Dreams e vou respondê-la às 00:48 de uma quinta-feira (bom, já é sexta-feira) porque não tenho princípios (e porque a Mia Sodré me indicou). Vai ter The Rasmus? Ah, vai!


1. Uma música romântica:
Eu tenho duas playlists românticas no meu 8tracks, que são a prova de que nunca sei escolher entre rock, ou Bollywood. Mas como toda madrugada traz o que há de mais brega no amor vou de Tum Hi Ho, interpretada por Arijit Singh para o filme Aashiqui 2. Filme triste. Assim, triste de verdade.


2. Uma música que te define:
Já mencionei Alegría, do Cirque du Soleil, em outra tag. Então, para ser o menos repetitiva possível, desta vez vou de Sonho de uma Flauta, d'O Teatro Mágico. Deu para perceber que ficou tudo em família, né? Não é Cirque du Soleil, mas é arte circense de qualquer jeito. Fiquei me coçando para indicar Open My Eyes, do The Rasmus. Calma, a gente chega lá.


3. Que música não sai da sua cabeça?
Ultimamente, não sei o que me deu que volte e meia saio cantando Sinônimos, do Zé Ramalho. Gente, a voz desse homem deixa qualquer música perfeita. Desculpe minha inconveniência, mas muito melhor que Chico Buarque e Caetano Veloso juntos. Chico Buarque parece que morre de sono e Caetano canta miando. Zé Ramalho mata a cobra e mostra o pau. Pronto, falei.


4. Uma música que quando você ouve, chora:
Vocês sabem: eu não choro com música. Por outro lado, existe o andante da KV. 364, de Mozart, que me faz querer estar morta. Wolfgang foi o cara mais pra frentex que o Iluminismo já viu, mas quando dava para ser deprê até Chopin chorava sangue.


5. Qual sua música predileta do momento?
Eu disse que a hora chegaria. Eles se aproximaram na surdina e de repente, não mais que de repente: Stranger. De quem? Do The Rasmus. Essa tem sido minha música predileta há três anos, eu acho. Não, ninguém desbancou Stranger e, sim, eu sei que já a citei em tags mais vezes do que o aceitável. Dane-se, gente. Essa música me deixa toda coisada. Posso cantar aqui em caps lock? Não? Ok. Próximo item...


6. Que música você não consegue gostar?
Alguém me explica qual é a do David Guetta? Eu não entendi essa piada. Eu sei que não faz sentido falar mal de um cara que acumula mais de 350 milhões de views em um de seus vídeos. Só que as músicas dele, como um todo, fazem menos sentido ainda para mim. Aliás, vamos debater sobre música eletrônica. Você aí que curte: qual a finalidade? Um amigo certa vez disse que esse tipo de som deve ser legal para c e r t a s p e s s o a s porque faz eco na cabeça de vento. Não que eu concorde. Não que eu discorde totalmente.


7. Cite um trecho da sua música predileta:
“(...) Me desfaço em versos no papel. Não abrindo a porta eu pulo o muro. Pulo da pedra mais alta. Chego voando pra te visitar. Talvez por engano eu venha te beijar. Mudo meu plano pra não te machucar. Tô aqui soprano o que alumina o meu cantar (...)”


8. Sua música brasileira predileta:
Qualquer coisa que Socorro Lira cante será a minha preferida. Eu adoro a voz dessa mulher e me entristece muito não vê-la melhor divulgada por aí. Socorro é um verdadeiro talento! Ela representa o que eu chamo de “música nacional de verdade”, ao contrário da maioria dos homens que hoje estão na mídia batucando um violão e dizendo que é MPB – a Globo adora, mas eu não.


9. Abra seu player em modo aleatório e diga qual é a 5ª música a tocar:
Putz, a quarta música era do The Rasmus. Azar. A quinta foi Maar Dala, interpretada por Kavita Krishnamurthy para o filme Devdas. E o que tenho a dizer sobre a apresentação de Madhuri Dixit nessa cena? Nada. Só sei sentir.

10. Marque cinco blogs:
Ah, mas não vou mesmo! São 1:30 da madrugada (demorei tudo isso, veja você) e não há viv'alma que me obrigue a pensar em cinco blogs depois de responder a nove perguntas e, infelizmente, me agitar demais para conseguir dormir depois de tanto Bollywood e The Rasmus. É possível, até, que eu monte uma balada aqui no quarto e fique ouvindo David Guetta. Não duvidem. Eu, com insônia, sou uma desgraça. E por último, porém não menos importante, peço desculpas pelo título. Foi o melhor que consegui fazer.

6 de outubro de 2015

Cinco perfis no Instagram para seguir

Vocês sabem: não sou de seguir um monte de gente e viver sem saber o que está rolando na minha timeline. Eu gosto de controle, de estar por dentro de tudo e de acompanhar somente aqueles com quem sinto certa proximidade. Vivo garimpando perfis no Instagram esperando encontrar alguém que me inspire de verdade, pois já que estamos falando de uma rede social baseada em fotos, fica ainda mais fácil me entediar. Confesso, por outro lado, é muito simples topar com pessoas realmente criativas por lá. Escolhi cinco perfis que tenho curtido mais que o usual. Eu bem que tentei descrevê-los para vocês, mas às vezes as imagens falam mais. Ainda não consegui entender qual é dessa de dar dicas e escrever pelos cotovelos, sendo que a coisa em si é bem clara.










3 de outubro de 2015

Wishlist circense

Sim, com licença. Como boa admiradora da arte circense que sou tenho o direito de sair por aí caçando produtos temáticos. Vou te contar: não é nada fácil encontrar algo que preste. Minha salvação são sites como Etsy e eBay, que oferecem artesanato e colecionáveis. Mesmo assim, alguns itens se limitam à ideia do steampunk, o maldito, atrapalhando ainda mais as minhas chances. Mas eu persisto! Persisto, e encontro.


1. Colar, da MetalSpeak: é a primeira vez que encontro um colar assim e, apesar de não querer nenhuma inicial pendurada porque não sou cachorro, ter uma tenda circense no pescoço é uma identificação bem vinda.

2. Abajur, da SpookyShades: fiz uma luminária com filtros de café, deu trabalho, mas a trocaria facilmente pela cúpula do Ringling Brothers.

3. Bolsa, da overdo: eu não disse que o Etsy é um dos sites que me salvam? Apesar de não ter uma cara propriamente circense, gostei muito da sutileza do modelo e dos detalhes.

4. Vestido, da ModCloth: essa loja é um perigo para o bolso de qualquer uma. Ok, talvez eu não vá ter muitas ocasiões que aceitem a estampa desse vestido, mas tudo bem. Vou ao mercado com ele. Estou com a ideia fixa de tê-lo e nada nem ninguém me impedirá.

5. Carrossel, da Mr. Christmas: esse é um presente que sei que nunca vou ganhar por dois motivos: 1) a Mr. Christmans é tradicionalíssima no ramo e, consequentemente, caríssima e; 2) nem todo mundo está disposto a vender os rins e, talvez, um pulmão para fazer esse tipo de compra internacional.

Como vocês podem ver, nenhum produto é nacional. Isso porque é impossível encontrar produtos circenses de bom gosto no Brasil. Todos, sem exceção, são enfeites com paletas de cores primárias feitos para crianças. Não há mercado para a arte circense no país, simples assim. Então, sou obrigada a gastar um pouco mais, ou desistir do produto. Se eu aceito sugestões? Com certeza! Tomara mesmo que algum dos meus leitores conheça qualquer artesão, ou o que seja, vendendo arte circense para adultos.