29 de novembro de 2014

Índia – Cinco lugares que quero conhecer

É lógico que, se houvesse tempo, eu conheceria a Índia inteira. É um país grande, assumo que um tanto perigoso também (mas talvez seja apenas preconceito de estrangeira) e existem lugares que não me interessam em nada. Apesar de amar a história e cultura, não é um lugar onde eu moraria. Mas Índia sempre será Índia. Escolhi a dedo cinco lugares para conhecer quando colocar meus pés lá.


1. Rambagh Palace
Eu vou ser sincera e confessar que jamais terei dinheiro o bastante para me hospedar em um dos melhores hoteis do mundo. Mas como sonhar não custa nada, sim, eu sonho com o dia em que passarei uma noite no antigo palácio do Maharaja de Jaipur, Man Singh II. Após a independência da Índia, o palácio se tornou sede do governo e então, devido ao alto custo de manutenção, a família decidiu transformá-lo num hotel. Conhecido como a Joia de Jaipur, para mim é um símbolo das diferenças que existem na Índia e também, por que não, uma importante estrutura histórica da colonização inglesa. O meu vidrinho de compota para economias de viagens, infelizmente, não oferece suporte para esse tipo de regalia.


2. Taj Mahal
Todo mundo conhece o Taj Mahal, eu acho, mas são poucos aqueles que foram apresentados pessoalmente. Aliás, alguém de vocês conhece um bom livro sobre o monumento? Pode me indicar! Enfim, o mausoleu além de patrimônio da humanidade, está listado dentre as sete maravilhas do mundo.
A obra foi feita entre 1632 e 1653 com a força de cerca de 20 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no sumptuoso monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A joia do palácio”). Ela morreu após dar à luz o 14º filho, tendo o Taj Mahal sido construído sobre seu túmulo, junto ao rio Yamuna.
Amo o Taj Mahal de várias formas e por diversas razões. Procuro ler sobre todas suas histórias e, principalmente, lendas. Não acredito que existe alguém imune a essa simbologia e ao melhor da arquitetura que resiste ao tempo.


3. Templo Kapaleeswarar
Uma palavra? Sensacional. Dedicado a Shiva, o templo está localizado em Mylapore, Chennai-ai-ai-ai-ai. Na verdade, é dedicado a vários deuses hindus e comporta seis rituais por dia e outros tantos festivais, ou seja, é um ponto obrigatório para quem visita a Índia. Vou passar um dia inteiro fotografando os detalhes do telhado, com todas aquelas esculturas interagindo entre si. O primeiro templo foi construído por volta do século 7, mas destruído pelos portugueses. Sim, veja você! A versão atual foi feita no século 16 pelo império Vijayanagara. Os bonequinhos do gopura, porém, surgiram apenas em 1906.


4. Grutas de Ajanta
Localizadas em Maharashtra, as grutas reunem pinturas rupestres, datadas do século II a.C., que ilustram 700 anos ininterruptos do budismo. É um livro aberto com registros da Índia antiga e seus costumes. Após séculos de esquecimento devido ao declínio do budismo, foram redescobertas em 1819, declaradas patrimônio da humanidade em 1983, e desde então ninguém poupa esforços para restaurá-las. Eu não sei como me seria visitar um lugar desses. Será que é possível descrever a sensação? Ou a gente simplesmente sente?


5. Harmandir Sahib
O Templo Dourado é o símbolo da religião sique. Foi um dos primeiros pontos indianos de que ouvi falar, graças aos filmes de Shahrukh Khan e aos vlogs de JusReign. Segundo o siquismo, o templo é onde Guru Granth Sahib habita e, apesar de não entender lhufas dessa religião, acho que a espiritualidade seria válida. Deve ser mais um lugar – de tantos na Índia – com uma energia incrível, que transforma qualquer pessoa.

25 de novembro de 2014

Chove, chuva!

Olhei para fora e disse: “que dia lindo”. Todo mundo ficou sem entender, pois estava nublado e chovendo. Dia bonito é quando tem sol, pássaros cantando, céu azul e árvores ao vento manso, certo? É, também. Mas a chuva, para mim, tem uma beleza melancólica, que me dá vontade de ficar na janela, observando, respirando fundo, pensando na vida. É um momento de introspecção importante, que me faz falta. Tem gente que confunde isso com depressão, mas a verdade é que a chuva nos aproxima da serenidade – um sentimento muito mais leve, que nos traz coisas boas.


1. The Who – Behind Blue Eyes
2. Jimi Hendrix – The Wind Cries Mary
3. Cat Stevens – Trouble
4. Johnny Cash – I See a Darkness
5. Bauhaus – All We Ever Wanted Was Everything
6. R.E.M. – Everybody Hurts
7. The Smiths – Please, Please, Please Let Me Get What I Want
8. Rolling Stones – Wild Horses
9. Sufjan Stevens – Casimir Pulaski Day
10. Jeff Buckley – Hallelujah

19 de novembro de 2014

One Lovely Blog Award

A Thay e Camyli me indicaram para esse meme que corre blogosfera afora e eu jamais me recusaria a participar. Devo responder as onze perguntas a respeito do blog e indicar outros onze blogueiros, mas dessa vez vou pular as indicações. Não adianta, não fui feita para isso.

1. Por que decidiu criar um blog e quando começou?
Eu comecei, como já disse algumas vezes, em 2004/2005 com diários virtuais de conteúdo duvidoso e layouts da Marina, player automático, cursor de mouse com estrelinhas e textos do tipo “hoje não aconteceu nada, beijo, tchau”. Fui levando com a barriga até 2008, quando decidi parar para sempre. Nesse meio tempo, gosto de frisar, aconteceram milhares de coisas legais, dignas de um blog, mas eu não estava na vibe. Em 2010 tive o diagnóstico de TA, o que cancelou todos os meus planos, minha cachorra (então com 16 anos) teve que ser sacrificada, a minha vida virou do avesso e eu me vi, de novo, sem saber o que fazer. Criei o Bonjour Circus. Não porque queria alguém para conversar ou um canto para escrever sobre meus problemas. Na verdade, eu não sei o motivo. Acho que, na época, a única coisa que me restava era escrever – era o que eu ainda sabia fazer.

2. Quais benefícios o blog te traz?
As pessoas, principalmente. Eu gosto quando os leitores pesquisam sobre um assunto que comentei ou curtem algo que indiquei. Hoje, alguns estão ouvindo The Rasmus, aprendendo arte circense, assistindo filmes de Bollywood, levando em consideração minhas resenhas e, apesar de não ser este o objetivo central, sempre procuro mostrar o novo para as pessoas, sabe? Não gosto de nada quadrado, de porque sim, de ponto final. O Bonjour Circus também me trouxe outros blogueiros com suas próprias ideias se agregando as minhas, uma expansão de horizontes que condiz com meu estilo de vida. Mas trouxe, principalmente, uma liberdade maior. Antes eu tinha vergonha, receio de falar sobre as coisas que me inspiram, das quais gosto. Eu pensava que as pessoas não entenderiam (ou entenderiam errado). Na pior das hipóteses, ninguém daria a mínima. Mas deu certo!

3. Qual é o post mais acessado?
As visitas do blog são muito, muito mesmo, dispersas. Num primeiro momento todo mundo se concentra em livros, por exemplo, daí o pessoal debanda para a categoria “pacata cidadã”, tipo pássaros migrando. Ontem queriam minha opinião pessoal, hoje querem mais músicas, amanhã a deus pertence. O post com mais visualizações é aquele sobre o Cinquenta Tons de Cinza (+1.000) que eu não vou linkar porque chega. Nem era para eu ter escrito aquilo, se você quer saber. É um dos textos que mais detesto aqui no blog, só não o deletei porque achei injusto. Cedo ou tarde perco a frescura e o excluo de uma vez por todas!

4. Você usa as redes sociais?
Uso mais do que deveria e do jeito errado, obviamente, senão não teria graça. O blog tem fanpage, bloglovin' e newsletter. Também faço updates na minha conta do twitter. Confesso que às vezes é um saco atualizar tudo isso, eu já teria parado há muito tempo se não fosse o retorno considerável e o espaço que o Facebook oferece para publicar coisas interessantes, que depois vão parar aqui.

5. Como o blog tem evoluído?
Devagar e sempre, junto comigo e meus amigos de aventuras do barulho. Ultimamente não tenho dado muita atenção para os números de visitas e comentários, me concentro no conteúdo e nos leitores mais frequentes. É claro que continuo divulgando, que comemoro cada leitor novo, cada menção ou indicação relativa ao blog. Eu quero que me leiam, mas não preciso, entendeu? Reparei que muitos visitantes e comentaristas sequer fazem uma leitura dinâmica do que me dei ao trabalho de escrever, eles pesam na hora das estatísticas, mas são irrelevantes quando analiso a qualidade. Então, comecei a ignorar gráficos. Tem dado certo!

6. Já viveu algum fato importante por causa do blog?
Fui convidada a escrever na Revista SAMIZDAT por um período, mas tive que sair porque, infelizmente, tive alguns problemas na época e me faltou tempo e tranquilidade para produzir textos à altura dos colegas colunistas. Fui entrevistada pela Revista 21 numa reportagem sobre criatividade. Consegui divulgar meu livro e tive apoio dos leitores para lançá-lo, o que fez toda a diferença! Se não fosse o Bonjour Circus, aliás, acho que eu jamais teria seguido em frente com Helena.

7. De onde nasce a inspiração para escrever e continuar com o blog?
Do que eu gosto. Eu quero escrever sobre arte circense, The Rasmus, filmes, livros e é isso que vou continuar fazendo. Gosto de compartilhar minhas descobertas, o que acredito, o que deixei de acreditar, o que faz bem para minha saúde e para minha vida, o que acontece no dia a dia e o que deveria ter acontecido A, mas terminou de um jeito B. É para isso que tenho um blog. Se eu quiser publicar 60 textos sobre porque estou me tornando budista, eu vou publicá-los, seguidamente, doa a quem doer. Se der na telha falar sobre arte circense, por mais que ninguém se interesse, eu vou falar. Se eu quiser cantar uma música do The Rasmus inteirinha aqui, ao invés de escrever de verdade, eu vou cantar.


AND EVERYTIME WHEN I PAINTED MY ROOOOOM

8. O que você tem aprendido a nível pessoal e profissional esse ano?
Com o blog, não muito. Normalmente eu aprendo e depois venho aqui contar. Mas de modo geral, procuro não parar de aprender. No sentido pessoal, todo dia tento agregar algo novo, seja no caráter, no espírito, na forma de pensar, tomo algum antídoto, reformulo preconceitos, busco ignorar cada vez mais as pessoas que não me fazem bem. Por causa do blog (e do meu livro) recebo emails com reclamações, nem todas educadas, e vou te contar que não é fácil aguentar certas coisas de quem não nos conhece. Com isso, todavia, tenho aprendido mais sobre os outros e que às vezes eles não valem a pena. Agora, profissionalmente falando, ainda trabalho com artesanato, o que me obriga a inovar todo dia. O blog não ajudou em nada porque não falo sobre meu trabalho aqui, é uma escolha que fiz. Não cresci muito porque não acho que tenha por onde continuar crescendo e também por ter começado a seguir um novo caminho, que acaba atrapalhando o desempenho do serviço. Enfim, eu realmente não gosto de falar sobre isso no blog.

9. Qual é sua frase favorita?
Tenho muitas! Eu coleciono citações, para você ter uma ideia. Tem uma que encontrei num dos últimos livros que li (Comer, Rezar, Amar, de Elizabeth Gilbert) que me fez refletir: “Nós temos mãos; podemos nos apoiar nelas se quisermos. É o nosso privilégio. É essa a alegria de um corpo mortal, e é por isso que Deus precisa de nós. Porque Deus ama sentir as coisas por intermédio de nossas mãos”. Não chega a ser minha favorita, mas mexeu comigo. Outra, de Leminski, também me marcou: “Não tem chuva que desbote essa flor”. E mais uma, de Inês Pedrosa: “Primeiro sofre-se, escreve-se por vingança”. Não, não me esqueci de Florbela Espanca!
E as lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma! Ninguém as vê cair dentro de mim!

10. Qual conselho você daria para quem está começando agora no mundo do blogs?
Por favor, seja você mesmo.

11. O que os blogs que você vai indicar tem em comum?
Não vou indicar blogs, então fica meio difícil, né. Mas os blogs que sigo tem em comum o meu bom gosto. Não, brincadeira. Os blogueiros do meu blogroll são pessoas astutas, de conteúdo e divertidas na maioria das vezes. Gosto de cada um por fazerem do meu cotidiano um lugar melhor e por vezes terem me tirado do lugar.

14 de novembro de 2014

O caminho do Boho


Vou contar uma história para vocês: tem um amigo da família que é exótico. Ele não está preocupado com os padrões, muito menos em se encaixar n'algum deles. Apesar da criação alemã, se converteu ao hinduísmo. Ficou ainda pior quando visitou a Índia e não quis mais voltar – seu pai teve de ir buscá-lo pelos cabelos. Isso não era problema dos meus pais até eu resolver nascer no mesmo dia que ele. Todo mundo ficou meio tenso, achando que eu iria pelo mesmo caminho. Olha, eu não passo o dia inteiro sentada na posição de lótus pintando quadros lindos, consumo carne vermelha, não sigo freneticamente nenhum guru, não me exilei na Índia, mas... É, eu sou bicho-grilo.

É claro que a data dos nossos aniversários não tem nada a ver com isso, mas além de verídica, a história é engraçada. As pessoas realmente se preocuparam com o meu destino e com a influência que esse homem poderia me dar. Até hoje, aliás, meus passos são vigiados, mesmo que de longe e com todo mundo negando fervorosamente. “Eu nunca acreditei nessas coisas de aniversário”, eles dizem, mas bem que ninguém gostou da minha ideia de passar uns meses na Índia. “É melhor não”.

Bom, mas é um fato. Eu sou assim. Aos quinze anos, voltei da escola certa tarde carregando uma cartela de terceiro olho para colar na testa. Acho que foi ali que minha mãe desistiu de ter esperanças. E apesar dos meus trejeitos serem apenas um estereotipo mal treinado de ciganos (outra influência circense), não gostar de escovar os cabelos, fazer tranças, usar anéis, saias longas, bolsas bordadas e gostar de artesanato são coisas que acabam por reforçar um estilo que sempre foi meu, mas que recentemente venho reassumindo com mais propriedade. Eu nunca pude ser eu mesma por causa do meu pai, que sempre monitorou tudo de bem perto para que nada saísse dos padrões conservadores de uma Alemanha que só existe na cabeça dele. Nada era aceitável ou moralmente correto senão Lutero, Bonn e kartoffelpuffer (ok, kartoffelpuffer é gostoso mesmo). Daí que aos 22 anos, eu cansei. Joguei a merda no ventilador e voltei da Suíça sabendo fazer chá de ervas, conectada com a natureza, sabendo fazer um monte de trabalhos manuais e bicho-grilando à vontade.

Ninguém se atreveu a enfrentar a profecia do 4 de junho.

Mas por que estou contando tudo isso? Porque descobri que é impossível ser assim aqui no Brasil. Quero dizer, ervas e florestas temos para todos os lados, mas montar um estilo, criar um guarda-roupa de acordo com o que você acredita, é praticamente uma luta desonesta. Estou cansada de garimpar brechós e não encontrar roupas confortáveis, que não sejam de jeans, que não tenham estampa de animais ou que pelo menos não brilhem no escuro. Veja bem, não sou uma maconheira que anda por aí de dread, calça rasgada, cheirando a incenso. A única coisa que quero é uma roupa leve, se possível bordada porque adoro bordado e não sei porque isso seria crime. Eu suo demais e calhou que a moda boho me ajuda muito com esse problema, pois as roupas normalmente são de tecidos finos, não marcam o corpo, deixam a pele respirar.

Há uma infinidade de opções em lojas gringas, o Etsy é um paraíso para pessoas como eu, mas quem está podendo com o dólar? Quem tem colhões para brincar com um cartão de crédito? No fim, recorro para o bom e velho Faça Você Mesmo, corto mangas, costuro barras, pinto, bordo e dou um jeito nas minhas roupas quando vejo que estão quadradas demais. Só que chega uma hora que fico de saco cheio, quero algo pronto, novo, uma peça que não posso reproduzir nem nos meus sonhos e me frustro muito ao perceber que é impossível, pois os tupiniquins ainda não se cobrem com esses panos.

Outro dia sentei em frente ao notebook, decidida: só sairia dali quando encontrasse fontes consideráveis de boho no Brasil porque não é possível que esse país seja completamente desprovido de bom gosto, caramba. Olha, foi difícil. Lamento informar que não foi muito produtivo também. Encontrei pouquíssima coisa, mei' assim, mas dá para o gasto. Nem sei se você aí curte o barato, todavia, fica a lista para os perdidos do Google. Se alguém conhecer outra loja brasileira, pelo amor de tudo, deixe nos comentários!






10 de novembro de 2014

Eu poderia estar, mas não estou

São oito horas da manhã, eu deveria estar estudando, poderia lavar o quintal, quem sabe, mas estou stalkeando um cara para tentar descobrir se ele é homossexual ou não. Essa história é velha, na verdade, longa e sem graça também, só que eu preciso saber disso da mesma forma que crianças precisam puxar a barba do Papai Noel: porque sim. A pesquisa que fiz no Twitter teria ajudado se o pessoal não tivesse ficado em cima do muro. Quer dizer, eu tenho dedo bom para gays, dessa vez, porém, existe falibilidade emocional, o que compromete o projeto. Não, não é nada do que vocês estão pensando. Não me faltem com o respeito.

Olha, não precisa achar o parágrafo anterior ofensivo. Estamos falando de héteros e homos que, por definição, não se conectam. Então, tudo bem. É muito frustrante encontrar um cara bonito e depois descobrir que a chave é do quintal e não da porta da frente, não é mesmo? É uma decepção amorosa que não nos pertence. Não que tenha acontecido comigo, mas conheço c e r t a s p e s s o a s. No mais, gays são tão legais que a gente se apaixona mesmo, acontece.

Sabe quando você prepara a sua granola com leite e esquece? A minha virou pasta. Sim, nojento. Era o meu café da manhã, mas acho que não mais. Faz parte do meu dia, agora, deixar um monte de coisa pela metade. Tenho de ser multiuso na hora e momento em que descubro que não sirvo para isso. Trágico. Por isso não escrevo mais para o blog e quando publico, sai cocô. Não consigo administrar minha agenda, dando ênfase ao fato de não ter uma o que, obviamente, deixa tudo mais complicado. Visito um monte de blogs sobre organização, mas nenhum ensina a organizar agendas sem ter tempo para comprar uma. Cadê seu deus agora?

E devo lembrá-los que meu notebook novo, só que não, ainda não foi definitivamente arrumado para melhor me atender e tenho TOC de HD bagunçado. Simples assim. Ou seja, perco tempo baixando, instalando e arquivando tudo. De novo. Em menos de um mês. Daí, parei de fingir que estou estudando, que me importo com essa merda, e vim escrever para o blog, stalkear e tweetar. É, já vivi épocas melhores.

3 de novembro de 2014

Vamos falar sobre filmes

Eu não me lembro aonde encontrei esse meme. Sim, isso vive acontecendo. Caso você aí saiba, por favor, é só me dizer. Como eu continuo sem tempo para escrever um texto de verdade verdadeira, vamos de meme que é para não perder o costume. Vocês se importam? Eu sei que não. Todo mundo que quiser pode participar, mas em especial indico Dreams, que já me livrou do tédio algumas vezes!

1. Um filme que você assistiu várias vezes no cinema:
Os Vingadores, com certeza. Fui três vezes ao cinema só para ver Tom Hiddleston na telona e não tenho a menor vergonha na cara em assumir isso. O filme é bom, também. Muito bom. Superou minhas expectativas, inaugurou uma nova era de adaptações dos quadrinhos para o cinema.


2. Top cinco filmes do seu ator (ou atriz) favorito:
Pensei em escolher Leonardo DiCaprio, mas não gosto da maioria dos filmes em que ele participou (é isso mesmo, só assisti por causa dele). Então vamos de Shahrukh Khan! Bollywood é meu guilty pleasure assumido e não, eu não tenho vergonha na cara. Peço licença para ser repetitiva, pois de novo novamente mencionarei Meu Nome é Khan e Veer-Zaara porque, gente, ainda não superei nenhum dos dois. Desculpa. Também já mencionei Devdas e Rab Ne Bana Di Jodi. Só que eu tenho uma manga na carta! Não, espera... Enfim, ainda não falei de Asoka que é um épico – ok, nada a ver com o que estamos acostumados, mas ainda assim um épico.

3. Um enredo de filme que você gostaria de ter vivido:
Peixe Grande! Porque é o meu filme, assim mesmo, sem necessidade de maiores explicações. Eu diria que todo mundo busca um amor como o de Edward Bloom e Sandra Templeton, mas talvez eu esteja errada (difícil de acreditar, mas é possível). Sim, eles se conhecem em um circo. Sim, eu morro aos pedaços com essa cena. Já assisti um milhão de vezes e sempre choro feito criança no final.


4. Top cinco interpretações favoritas:
Gloria Swanson, como Norma Desmond, em Crepúsculo dos Deuses! Esse filme é maior do que a vida e ela está perfeita. Norma Desmond patrocina 15% do tumblr com seus gifs sensacionais e enriquece muito meu diálogo também.



Jean-Louis Barrault, como Jean-Baptiste Debureau (ou é ao contrário? Sério, sempre me confundo), em O Boulevard do Crime. O que eu tenho a dizer? O cara era o próprio pierrot. Fiquei apaixonadinha na primeira vez que assisti, confesso e não me arrependo.


Marlon Brando, como Don Vito Corleone, em O Poderoso Chefão. “Eu converso com meus inimigos e, às vezes, até os respeito, mas isso não quer dizer que eu confie neles”. Sem mais.

Sylvester Stallone, como Rocky Balboa, na franquia Rocky. Não vou com a cara do Stallone, tenho uma singela lista de reclamações e defeitos, mas o maior boxeador de todos os tempos faz tudo valer a pena. Para mim, é o trabalho da vida do ator. Tudo o que ele fez antes ou depois não conta. E não posso deixar de mencionar o fator Adrian.


Por último, e não menos importante: Vin Diesel, como Groot, em Guardiões da Galáxia. Melhor interpretação da vida dele. Sério. Acho difícil superar essa! Se eu fosse ele nem tentaria, hein?


5. Um ator (ou atriz) subestimado:
Quer saber? Wagner Moura merecia ir para Hollywood bem antes de Rodrigo Santoro. Já faz tempo que Hollywood deixou de ser alguma coisa, mas ainda conta para as pessoas VIPs, então, quem sou eu? Leonardo DiCaprio, óbvio, falando em Hollywood. O Denzel Washington merecia mais papéis, na minha opinião, mas isso só se ele não morreu. Não sei, continua vivo? Tem tanta gente morrendo, que eu me perco. E tem o cara que fez Lincoln. Ganhou o Oscar? Enfim, estou falando do Daniel Day-Lewis, que também protagonizou As Bruxas de Salem e Gandhi, mas me parece que dormiu no vinagre desde então, porque sumiu e reapareceu meio assim, destruído. Continua um excelente ator, todavia.

6. Um ator (ou atriz) superestimado:
Pode ser uma lista sem fim? Rodrigo Santoro, Matthew McConaughey, Ashton Kutcher. Nossa, como eu odeio o Ashton Kutcher. Nicolas Cage, o que ele está fazendo em Hollywood ainda? Julia Roberts, Ben Affleck e sua cara de sardinha, Robert Pattinson, obviamente, e Kevin Bacon, que tem cara de sociopata e eu morro de medo dele. E o George Clooney? A cada dia que passa ele fica mais e mais parecido com um Shar Pei, o que reduz ao mínimo suas expressões faciais, algo que parecia impossível.

“Mas é sexy”, elas dizem.

7. Um filme que você assistiu e acha que ninguém ouviu falar:
Bom, eu não tenho a mínima noção do que andam assistindo ou comentando sobre cinema, mas nunca ouvi falarem sobre A Fonte das Mulheres, que é um filme bom, muito bom, sobre o islamismo e o que acontece quando uma mulher decide questioná-lo. Então, fica assim: um lugar no Oriente Médio, no meio do nada, onde as mulheres servem para procriar, buscar água e pronto. Um belo dia, Leila acorda feminista, não aceita mais essa situação e deixa o filme realmente interessante. Recomendo!

8. Personagens favoritos:
Selton Mello e Matheus Nachtergaele, como Chicó e João Grilo, em O Auto da Compadecida. Chiwetel Ejiofor, como Solomon Northup, em 12 Anos de Escravidão (não dá vontade de pegar no colo?). Tom Hiddleston, como Loki, em Os Vingadores, pelo amor do chá de calcinha! E o Shahrukh Khan, como Rizwan Khan, em Meu Nome é Khan.

9. Uma adaptação que ficou melhor do que o livro:
Eu não li o livro, mas acho difícil qualquer coisa ficar melhor do que a adaptação de Peixe Grande. Agora, com toda a certeza, as adaptações d'As Crônicas de Nárnia ficaram impecáveis e muito mais dinâmicas do que os livros. Eu já desisti de terminar de ler a coletânea, para ser sincera, mas assisto todos os filmes.


10. Último filme que decepcionou você:
Comer, Rezar, Amar. Eu adorei o livro, dei quatro estrelas, veja você! Mas o filme deixou muito a desejar, como quase sempre. Eu não sabia se dava risada ou se me sentia ultrajada toda vez que tocava bossa nova nas cenas do personagem brasileiro. Todas as cenas mesmo, fodendo com o contexto e tudo o mais. Sem falar no sotaque do ator. Não sei que obstáculo encontraram na hora de contratar um ator brasileiro de verdade. E Julia Roberts, pelo amor... Não dá.

11. Último filme que superou suas expectativas:
Guardiões da Galáxia. Sou obrigada a dar o braço a torcer. Eu não esperava nada de um filme com um guaxinim armado e uma árvore falante. Para não dizer que esperava nada, ok: esperava puxar um belo ronco no escurinho do cinema. Mas foi lega?! Foi super legal! A trilha sonora é tão boa quanto andam dizendo por aí, as piadas também (apesar de errarem a mão em algumas partes) e não gostei da Zoe Saldana como Gamora. Essa mulher me lembra uma bexiga murcha. Não perguntem...

12. Um filme que surpreendeu você:
Olha, Saawariya me surpreendeu tanto, que desde então não largo mais a indústria Bollywood. Tudo bem que tem o Salman Khan, mas na época eu não sabia da cilada. Foi o meu primeiro Sanjay Leela Bhansali (o diretor), mais conhecido como Krishna, o deus supremo e todo poderoso.


13. Filmes que todo mundo deveria assistir:
Goliyon Ki Rasleela Ram-Leela, Trem da Vida, A General, Piaf - Um Hino ao Amor, Prinsessa (não, não escrevi errado), Rab Ne Bana Di Jodi e acho que só. Tem os meus favoritos, mas isso é muito pessoal. Não é todo mundo que aguenta três horas de Amadeus ou gosta do drama de O Pianista.

14. Filme mudo favorito:
A General, com o Buster Keaton. Esse filme é importante de várias formas, foi revolucionário em sua época, mas o Keaton sempre rouba a cena.

Amo mais do que Nutella.

15. Filmes que você sabe que deveria assistir, mas simplesmente não consegue:
Ben Hur! Eu sei que é um clássico, etc, mas choro sangue só de tentar. A primeira tentativa foi traumática, na segunda dormi depois dos primeiros 40 minutos, na terceira entrei em coma. Não desce nem com Coca Cola.

Mas talvez com pinga.