31 de agosto de 2014

Blog Day 2014

Eu gosto do Blog Day! Participei em 2011 e 2012 mesmo tendo poucas pessoas na festa. Não sei por que pulei 2013, mas sou assim mesmo; às vezes sofro apagões. Dessa vez, resolvi programar o post que é para não dar erro. Como vocês sabem, não estou no meu melhor momento para blogar, mas divulgar gente bacana é uma coisa da qual não abro mão!





27 de agosto de 2014

Que fase!

Dia 24 foi aniversário do blog. Pois é, quatro anos. Passou em branco porque eu estava ocupada, mas também porque não sabia o que escrever. Isso tem acontecido bastante ultimamente. Não sei o que escrever, não sei que roupa usar, não sei se começo a usar base com protetor solar, não sei. Para ser sincera, não sei se continuo a blogar. Não estou em crise nem nada do tipo, é só fase mesmo. Ando preocupada com outras coisas, não tenho tempo para estruturar um texto mais elaborado e isso me incomoda bastante. Não gosto de improvisar. Todos os meus desabafos são planejados. E escrever por escrever é coisa que eu não faço.

Ou, pelo menos, não fazia.

12 de agosto de 2014

O circo como inspiração

Eu tenho uma singela coleção de fotos circenses, na maioria vintage (como toda coleção, só serve para exibir). Ou talvez eu nem possa considerá-la assim, pois ainda não organizei, nem comprei álbuns e um HD externo para arrumar as fotos dignamente. E tenho medo desse dia chegar, sinceramente, porque quando eu começar o trabalho morrerei sem terminá-lo. Mas tenho boa vontade. Mesmo sem os materiais básicos para uma coleção de gente grande, dou o meu jeito. Foi arrumando algumas pastas no computador que me perdi no tempo e passei uma tarde inteira adicionando novas, jogando fora repetidas, mudando de lugar as perdidas. O circo é, de fato, um mundo perigoso para mim. Qualquer dia não volto. Bom, no meio da bagunça acabei por criar esse post: escolhi algumas fotos favoritas, que talvez os leitores também gostem. Estava mais do que na hora de voltar a falar de circo no Bonjour Circus!








1 de agosto de 2014

Diário de um cão

Oi, o meu nome é Amor da Mamãe, mas quando estão bravos comigo me chamam de Benjamin. Sou um Rottweiler disfarçado de vira-lata para melhor proteger a casa onde moro (os humanos não tem muito medo de vira-latas, então engano todo mundo). Tenho quatro anos. Minha mamãe disse que a cegonha me trouxe, já a vovó conta que fui adotado em um estacionamento. Acredito na mamãe porque ela nunca mente para mim. Como daquela vez em que ela disse “Amor da Mamãe, se você morder a perna da cadeira vai passar mal”. Pois é, a perna tinha gosto de pimenta e eu fiquei mal mesmo.

Eu tenho uma dinda, que mora longe, mas sempre me manda um beijo pelo Facebook. Tenho vovô e vovó, um papai e a minha mamãe. A vovó diz que sou muito sortudo, que há cachorros que não tiveram o mesmo destino que o meu, e por isso dou a patinha para todos eles, como forma de agradecimento, sempre que surge uma oportunidade. Aos três meses de idade aprendi a dar a pata e parece que isso os diverte bastante, mesmo eu não sabendo muito bem a razão. Aliás, sei usar minhas quatro patas como ninguém: abro portas, agarro coisas e estou usando as dianteiras para escrever esse texto.

Às vezes deito ao lado da minha mamãe quando ela está usando o computador e observo seus movimentos. Fico sonolento na maioria das vezes, acho que é por causa do barulho do teclado, mas fico atento também. Assim, aprendi a usar isso aqui e decidi publicar o meu lado da história. Sei que mamãe escreve sobre mim, publica fotos minhas, então pensei: por que não eu para dizer alguma coisa aos leitores dela? Os cachorros tem voz! Eu, por exemplo, quero compartilhar com outros humanos o meu dia-a-dia.


Outro dia prendi minha cabeça entre as grades no corrimão da escada. Comecei a chorar porque achei que perderia minha cabeça para sempre, me debati fazendo um barulhão, depois me soltei sozinho. Mamãe apareceu, não sei de onde, branca feito um papel, assustada e, para variar, me beijou bastante. Não é uma coisa ruim, o beijo, mas ela vive fazendo isso. Imagine você que um dia eu estava cumprimentando minha amiga labradora no portão, daí minha mãe apareceu e começou a me abraçar, dizendo “sua amiguinha é uma graça, bebê”, fez carinho nela (antes mesmo de terem sido apresentadas!) e me encheu de beijos. Nossa, passei muita vergonha, por isso comecei a rosnar. Mamãe ficou chateada, mas são todas assim: elas não entendem nada de socialização canina.

Eu gosto de caçar moscas e pernilongos. Sou ótimo nisso! Aprendi observando meu papai. Ele odeia mosquitos, afasta todos. Eu resolvi ajudá-lo, toda vez que vejo um, pulo e abocanho sem nunca errar a mira. Gosto de roubar uvas do vizinho, mas só aquelas que crescem do lado do meu quintal. E só faço à noite, para ninguém notar. Tenho um amigo chamado Tony, que veio da rua. Talvez seja por isso que ele vive estressado. É um cara legal. Quando chove vou me proteger nos braços da mamãe. Adoro latir no portão, mas não posso fazer isso – se escuto alguém abrir a porta da frente, corro para o corredor lateral e me escondo lá até que eles entrem em casa novamente, saio de novo para o quintal e lato mais um pouco. Infelizmente, tenho que ter cuidado redobrado, a mamãe já descobriu meu segredo...

Acho que é só isso. Estou ouvindo alguém se aproximar, é melhor escrever o resto mais tarde. Só quero deixar um último recado para os humanos que leem o blog da mamãe: nós, cachorros, também temos alma. Nós sentimos dor, saudades, alegria e medo. Tudo bem se você não for muito com a nossa cara, porém, ainda assim, nos respeite. Não abandone um animal indefeso, pois nós não sabemos nos defender apropriadamente da crueldade. Ao invés de comprar um filhotinho, adote! Existem muitos animais precisando de um lar, de uma segunda chance, de alguém que queira compartilhar com eles uma vida melhor. Nossa gratidão é eterna! Ah, e se vocês conhecerem o humano que solta fogos de artifício, por favor, me avisem. Quero, caninamente, morder o saco dele.

Obrigado pela atenção.
Benjamin