27 de dezembro de 2013

Doze filmes para 2014

Ultimamente, muitas pessoas falam sobre livros. A literatura está em alta. E sim, isso é muito bom! Só que são poucas aquelas que falam sobre filmes. Dos blogs que sigo, pelo menos, acho que ninguém escreve a respeito do último filme que viu. Então, além dos Doze Livros Para 2014, resolvi me comprometer ao cinema também:

1. Shahrukh Khan
Fiz uma lista com os mais de sessenta filmes de “King Khan”. No começo, eu não entendia o motivo do apelido que deram ao ator Shahrukh Khan, mas também, estava apenas começando a conhecer Bollywood. Depois de “My Name is Khan” assisti outro filme dele. E mais outro. Outro. Até que me dei por vencida e sim, ele é realmente o rei de Bollywood. Listei todos os seus filmes, sendo que doze já foram riscados, e em 2014 pretendo completá-los. O próximo é: “Chak De! India”.


 
2. O Tempo e o Vento (2013)
Não que eu esteja orgulhosa disso, mas esperava que o filme estivesse disponível em torrent num piscar de olhos. Como isso ainda não aconteceu, o jeito é esperar pela exibição na Globo em forma de minissérie, que passará em janeiro. E antes que me perguntem: não, não sou o tipo de pessoa que paga por um serviço ao estilo Netflix. Esse tipo de coisa não faz sentido para mim.





3. O Lobo de Wall Street (2013)
Porque: Leonardo DiCaprio.









4. A Menina Que Roubava Livros (2013)
Ou eu sou muito perdida mesmo, ou o lançamento do filme se perdeu nas intempéries do tempo. De acordo com minha memória (duvidosa, tudo bem) a estreia deveria ter ocorrido em setembro. Estamos em dezembro, o ano está por um fio, e nos sites continua constando 2013 como ano de lançamento. E se a exibição for nesse Natal, sinto muito, mas cinema em dezembro/janeiro só mesmo para os fortes.




5. Melancolia (2011)
Kirsten Dunst não é uma boa atriz. “Maria Antonieta” não é um filme bom. Então por que assistir “Melancolia”? Porque Lars Von Trier dirigiu “Dançando no Escuro”, de 2000, com Björk fazendo um excelente papel. Dele, eu posso e vou esperar muitas coisas. Da Dunst, só espero que não estrague tudo.  






6. A Fita Branca (2009)
Quero assisti-lo pelo mesmo motivo de “Melancolia”: o diretor. Dessa vez, Michael Haneke, diretor e roteirista de “Amour” – aquele filme aclamadinho, ganhador de vários Oscars. “A Fita Branca” está na lista desde muito antes desse filme ser lançado, mas foi passado para trás porque nunca acho que é o momento. Resolverei isso em 2014.






7. Goliyon Ki Raasleela Ram-Leela (2013)
Sanjay Leela Bhansali foi o meu primeiro Bollywood: Saawariya. E talvez seja o único diretor pelo qual nutro uma certa idolatria. Ele também tem sua listinha “para assistir” nos meus arquivos, no caso, bem menor: de sete filmes dirigidos por ele, só me faltam quatro, dentre eles: “Ram-Leela”, um filme tão esperado, mas tão esperado, que todos os dias atualizo os sites que oferecem filmes indianos. Assim, todos os dias mesmo. De 2014 não passa!




8. Momentos Eternos de Maria Larssons (2008)
Me apaixonei pelo roteiro assim que vi o trailer. A história foi baseada na vida da avó da esposa de Jan Troell (o diretor), a primeira fotógrafa profissional da Suécia.






9. Billy Elliot (2000)
Um clássico que, ao que tudo indica, todo mundo ama.








10. Unrelated (2007)
O único filme de Tom Hiddleston que eu ainda não assiste. O problema será conseguir encontrá-lo.








11. Jimmy P. (2013)
Eu gosto quando consta “baseado em fatos reais” na sinopse. É o caso de “Jimmy P.”, que conta a história de Georges Devereux, psicólogo, e Jimmy Piccard, um índio americano traumatizado após servir na Segunda Guerra Mundial. Não consigo me lembrar de algum filme norte-americano mencionando os índios, apesar de fazerem parte da história do país. “Jimmy P.” por enquanto, nesse quesito, é a joia da lista.




12. Camille Claudel, 1915 (2013)
Vi a indicação em um blog feminista (veja você). O roteiro é baseado na vida da escultura Camille Claudel, que foi trancada por seu irmão em um hospício pelo resto da vida. Parece bem melancólico, bom para os momentos de TPM.

19 de dezembro de 2013

Doze livros para 2014

Alguns canais literários que sigo participaram desse meme, que nada mais é do que a escolha de doze livros para ler durante os meses do próximo ano. E apesar de ser contra o consumismo literário, a minha fila de leitura só aumenta. Eu quero ler tudo! Qualquer título que passe pela minha frente vai parar diretamente na estante. É o lado ruim da curiosidade. Então, numa tentativa (que já nasce fracassada) de organizar a ordem de leitura, resolvi me comprometer a cada mês matar um livro dessa lista:


1. Querido Scott, Querida Zelda (Jackson R. Bryer e Cathy W. Barks)
Fazia um bom tempo que eu estava atrás desse livro por motivos óbvios. Quem não quer ler as correspondências de Fitzgerald para sua esposa? Certo dia entrei num sebo disposta a comprar livros sobre budismo, mas foi na busca despretensiosa que encontrei um exemplar novinho dando sopa na seção de biografias. Agarrei se como a minha vida dependesse do livro. Como já esgotei minha cota agora, em dezembro, ele ficará na estante até o ano que vem.

2. O Espetáculo Mais Triste da Terra (Mauro Ventura)
Quero comprar todos os livros relacionados a arte circense, mas não sei porque este é uma exceção. Acho que o conteúdo cruel e triste não me agrada, afinal, muitas pessoas e animais morreram em um dos incêndios mais terríveis da história. Mas daí o encontrei disponível no PLUS (sistema de trocas do Skoob), e por que não? Prometo que vou arranjar coragem para lê-lo.

3. Clarice (Benjamin Moser)
Quando o livro foi lançado ouvi (e li) muita gente falar bem dele. Não que Clarice Lispector seja minha BFF, mas sendo quem é, acho que ler a respeito dela nunca é demais. Além do mais, nunca li uma biografia dela. Sinceramente, é uma falha imperdoável. O livro está na fila há um bom tempo, sendo passado para trás com desculpas esfarrapadas. Agora chega! Em 2014 ele terá seu momento de glória.

4. O Tempo e o Vento (Erico Verissimo)
Eu sei: são sete livros. Acontece que li até o volume “O Retrato” e não sei porque cargas d'água parei. Talvez tenha algo a ver com o lançamento do filme. Talvez, na minha cabeça otimista, achei que iria ao cinema nos primeiros dias de exibição e não queria atravessar uma coisa na outra. Só que eu ainda não vi o filme. Veja você. E também não continuei a ler a série. Ou seja. Qualquer dia desses dou uma pirateada no cinema brasileiro e depois sigo em frente com essa história maravilhosa (te amo, tio Verissimo).

5. Ana Karênina (Liev Tolstói)
Todo mundo que conheço leu esse livro em 2013 e eu fui na onda: “Vou ler também!” Que nada. Não é para qualquer um ler esse puta tijolo russo. São mais de 700 páginas, meu amigo, tá pensando o quê?! Não li. Arreguei. Fiquei com medo de ser tragada por esse dragão e nunca mais voltar. Sabe como é. Russos. Só que, como estou me prestando a prometer leituras densas no ano que se aproxima, “Ana Karênina” se encaixa perfeitamente nessa loucura. Se eu sobreviver, sério, vou me sentir muito importante.

6. O Mágico de Oz (Lyman Frank Baum)
Eu nunca li esse livro, logo, não posso ser considerada 100% ser humana.


7. Sete Anos no Tibet (Heinrich Harrer)
Ainda estou naquela vibe budista. Descobri, porém, que existem várias vertentes e estou feito barata tonta no meio delas. Daí que o budismo tibetano é o mais legal até agora. O Tibet, na verdade, por si só mata a pau. Mas o que vai me levar a ler esse livro é minha mãe. Ela não para de falar no filme, acho que é o favorito dela; assistiu há um milhão de anos atrás e se encontra em êxtase recente. Depois de terminado o livro, é lógico, vou assistir o filme com ela.

8. Precisamos Falar Sobre o Kevin (Lionel Shriver)
Outro best-seller que todo mundo leu, menos eu. No começo, não dei valor (como sempre faço com best-sellers). Em 2013 lançaram o filme, que eu não vi, e alguns disseram ser melhor do que o livro. Olha, sem querer desmerecer o Shriver, mas vou ler o livro porque no filme Tilda Swinton faz um dos papéis principais. É isso. Desculpa.

9. Redoma de Vidro (Sylvia Plath)
Meu primeiro contato com a escritora, se não me engano, foi através do Markus Zusak que a mencionou em um de seus livros. Nunca li nada de Sylvia Plath e “Redoma de Vidro” parece ser um bom começo já que só falam dele.

10. Fausto (Goethe)
Goethe, gente. Goethe! Quero ler Goethe porque é Goethe.

11. A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin)
Meu namorado está viciado na série, me obriga a assistir alguns episódios com ele e faz comentários mencionando pessoas medievais as quais nunca me foram apresentadas. Contudo, parei logo de primeira ao ver a cena em que a mãe dos filhotes de lobo é morta. Meu nobre coração de simples camponesa não sabe lidar com esse tipo de tensão. Bem que eu tento me afastar das “Crônicas de Gelo e Fogo”. Eu finjo que não é comigo. Infelizmente, George R. R. Martin está por toda parte. O vovozinho venceu.

12. Vaclav & Lena (Haley Tanner)
Coloquei na fila de leitura por causa da capa. Há muito tempo atrás. Até hoje não sei do que se trata, veja você. Vou ler em 2014 porque não aguento mais olhar para a cara desse livro e toda vez me lembrar da leitora superficial que sou. Julgar um livro pela capa: nunca mais! (só que não)

13 de dezembro de 2013

Meu Nome é Khan (2010)


Vamos lá. Suspirei um par de vezes antes de começar este texto e mesmo assim não me encontro em condições. Não sei, realmente não sei como iniciar essa... Resenha? Não. Essa minha tagarelice despretenciosa. Resenhas impõem regras e uma certa seriedade que não combinam comigo. Prefiro suspirar. Prefiro gastar um parágrafo inteiro com bobagens porque não faço ideia de como começar a falar sobre um filme que acabou de entrar para a minha seleta lista de favoritos. Sim, dentre mais de 700 filmes assistidos somente sete conseguiram transpor o muro. “Meu Nome é Khan” é um deles.

Faz algum tempo que quero conhecer o trabalho de Shahrukh Khan, um dos maiores atores de Bollywood. Todo mundo fala bem dele, venera ele, coloca apelidos monárquicos nele e apesar de ter interpretado Shekhar em “Ra.One” (#fail) ele não é do tipo que deixa dúvidas: ame-o ou deixe-o. Eu, que tenho dedo bom para filmes indianos, comecei com sorte. Shahrukh Khan ganhou meu respeito interpretando Rizwan Khan, um muçulmano que sofre da Síndrome de Asperger e que quer encontrar o presidente dos Estados Unidos da América.

Ok, até que foi fácil até aqui. Vocês sabem, escrever sobre um livro ou filme que nos arrancou um pedaço não é uma tarefa simples. Por isso falo mais sobre o que não gostei: xingo e pronto, me sinto mais leve. Agora, quando fico apaixonada pelo trabalho de alguém a missão pesa. Nossa, que cruz! Como é que eu vou colocar no papel, em palavras, todas as sensações? Por exemplo, como exemplificar através de uma postagem na blogosfera a interpretação impecável de Shahrukh Khan?! Soaria clichê dizer que quero abraçá-lo, guardá-lo num potinho ou na minha estante, fazer uma tatuagem com seu nome na minha testa. Não é bem isso. Não quero parecer exagerada nem bajular. Eu quero transmitir a você, que não viu esse filme, o quão espetacular a viagem de um muçulmano através dos EUA pode ser.


A vida era tranquila antes do ataque ao World Trade Center em 11 de setembro. As pessoas seguiam em frente, caíam e levantavam. Então duas torres foram atingidas e derrubadas. Rizwan Khan e todo o seu povo foram rejeitados. Sua crença, posta à prova. Enquanto todos ao seu redor desmoronam e choram a perda de entes queridos, Rizwan se mantém perdido em sua síndrome. Todavia, não se esquece de como amar. Após perder sua esposa para um acontecimento que os separou, Khan faz uma promessa: ele precisa se apresentar ao presidente e dizer que ele não é um terrorista.

Eu adoraria ser capaz de transparecer imparcialidade, apontar os erros, falhas ou alguma cena desnecessária, mas se você quer saber: o filme é perfeito mesmo assim. Para mim, o melhor filme sobre os ataques de setembro nos EUA por mostrar o outro lado da história e desvincular a tragédia de comentários preconceituosos contra religião (seja ela qual for). Pois seja muçulmano ou cristão, no fundo:

8 de dezembro de 2013

Objetivos derradeiros

Ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore são três itens que fazem parte de uma lista para os fracos. Se você tem uma rebimboca da parafuseta no lugar do coração e não considera o Benjamin como meu filho legítimo, então digamos que já cumpri dois objetivos. Bom, levando em consideração que fiz trabalho de passarinho – jogar sementes por aí – plantei uma árvore, sim! Só que a vida é uma só. E esse é um bom motivo para não se ter filhos. É também uma boa razão para enriquecer essa lista tão simplória. Depois do livro e da árvore, eu tenho que:

1. Experimentar vestidos de noiva

A cada dia que passa, não sei exatamente o que me acontece, mas vou criando uma certa aversão por casamentos. De quem sonhava com uma igreja grande e uma festa abarrotada de gente, passei a uma praia com poucas pessoas, depois uma pequena reunião em um cartório, até subi novamente aos sonhos extravagantes e desejei uma tenda circense, mas venho caindo vertiginosamente na completa clandestinidade de uma relação a dois. Sobrevivente a todas essas mudanças drásticas está minha vontade de usar um vestido de noiva. Culpem as princesas da Disney, o patriarcado, o seriado Friends, o que ou quem quiserem. A única coisa que falta para realizar essa bizarrice é um tempo considerável para ir à loja mais próxima de casa. A cara de pau, eu já tenho.

2. Me hospedar em um hotel sem estar viajando

Quando eu era criança meu pai adorava arrastar a família para o interior do Rio Grande do Sul. Eu já devo ter mencionado isso aqui no blog. Enfim, é daí que vem grande parte dos meus traumas e sede de vingança. Durante a viagem, de carro, nós parávamos em hotéis de estrada. Tirando os chocolates gratuitos, era um ambiente inóspito para uma criança com cinco anos de idade. Não me lembro de ter me hospedado em um bom hotel (nem me refiro àqueles com cinco estrelas, três delas já estava bom) ao longo da vida. Então é isso. Sonho de classe média baixa? Sempre que os personagens dos livros que leio se hospedam em hotéis e são servidos, ou quando assisto os episódios de Miranda em que ela se hospeda em hotéis pelo mesmo motivo que eu, sinto uma enorme vontade de.

3. Jogar uma garrafa-mensageira ao mar

O mundo é grande e nós, pequenos. O mar é gigantesco, assustador e um grande obstáculo para a comunicação. Como eu gosto do improvável e do desconhecido, jogar uma garrafa ao mar contendo um pedaço de papel com uma mensagem pode se transformar em uma puta experiência de vida. Não importa se a resposta vir de um marinheiro gorducho do porto de Santos, do Jack Sparrow, de um norueguês solitário cheio de histórias para contar ou do Chuck Noland.

4. Deixar Helena num banco de ônibus

Mais do que vender, acho que um escritor deveria doar. Se eu tivesse lançado meu livro sob o selo de alguma editora e recebido certo número de exemplares até para limpar a bunda se eu quisesse, teria distribuído todos pela cidade afora. Não porque acredito na mensagem que ele transmiti ou porque acho que todo mundo deveria ler, mas simplesmente para espalhar a surpresa de encontrar um livro em lugares inesperados e, quem sabe, lê-lo ou dá-lo para alguém que saberá o que fazer dele. O banco de um ônibus qualquer foi o primeiro lugar que pensei e onde eu mesma me sentiria especial por ter encontrado o presente de um anônimo.

5. Um musical na Avenida Paulista

Depois de conhecer o mundo encantado de Bollywood passei a ver os musicais com outros olhos. Sim, os americanos e europeus (com exceção d'O Fantasma da Ópera) continuam uma bosta. A ideia de fazer um musical indiano em plena Avenida Paulista, portanto, parece ridícula. Imaginem um bando de garotas usando sarees e chocalhos de ouro requebrando na faixa de pedestres. Imaginem as buzinas mandando esse pessoal todo à merda. Imaginem a festa! Tem coisas que só os indianos são capazes de fazer. Um musical na Paulista é uma delas.

2 de dezembro de 2013

Aaja Nachle (2007)


O Teatro Ajanta está correndo perigo. Um vereador da cidade Shamli quer demoli-lo para construir um shopping no lugar. A única pessoa que pode salvar a arte dessa cidade é Diya, uma mulher que anos atrás envergonhou sua família ao fugir de casa com um americano. É essa a história de “Aaja Nachle”, mais uma produção excelente de Bollywood, que entrou na minha lista por um acaso. Primeiro descobri a trilha sonora, e só depois cheguei ao filme. Para quem o assistiria apenas por curiosidade, acabei tendo uma grande surpresa.

O filme começa com um telefonema anunciando a morte do antigo mentor de Diya (nome lindo, aliás), que foi não somente seu professor de dança em Shamli, mas também um segundo pai. Em seu leito de morte, ele deixa para sua antiga aluna a tarefa de salvar o teatro da cidade. Diya não pensa duas vezes, volta para um passado condenado pelos moradores e mergulha de cabeça na tentativa trabalhosa de convencer o vereador a não demolir Ajanta – ambos entram em uma disputa: se Diya conseguisse produzir uma peça teatral bem sucedida usando os habitantes e antigos amigos como elenco, o teatro estaria a salvo.

É aí que entram Laila e Majnun, uma das mais belas histórias de amor do oriente. Escalados para os papéis principais estão os dois habitantes mais brucutus de Shamli. É de Anokhi (Konkona Sen Sharma), aliás (a personagem feminina) a frase mais sensacional do filme: “Basta eu te dar um peteleco para você acordar só aos 60 anos”. Assim como o casal da história ambos, Anokhi e Imran (Kunal Kapoor), aprendem a se comunicar através de suas pulsações.


O espetáculo de cores, figurinos e diálogos, como sempre, não deixa a desejar. O filme começa devagar, um tanto maçante, mas ganha força a partir da segunda parte. São duas horas e meia de risadas, suspiros e pura inspiração! Diya lida com o preconceito de sua terra de forma positiva, não se deixando abater por julgamentos ou mesmo traições de antigas amizades. O amor em estado bruto nos é apresentado com naturalidade – o velho costume indiano de ser. O espetáculo “Laila e Majnun” é de tirar o fôlego e faz valer a pena o filme inteiro. No final, não me surpreendi ao estar aplaudindo juntamente com a plateia se como fosse uma dos tantos espectadores que lotaram os bancos de pedra do grande Ajanta!