13 de dezembro de 2013

Meu Nome é Khan (2010)


Vamos lá. Suspirei um par de vezes antes de começar este texto e mesmo assim não me encontro em condições. Não sei, realmente não sei como iniciar essa... Resenha? Não. Essa minha tagarelice despretenciosa. Resenhas impõem regras e uma certa seriedade que não combinam comigo. Prefiro suspirar. Prefiro gastar um parágrafo inteiro com bobagens porque não faço ideia de como começar a falar sobre um filme que acabou de entrar para a minha seleta lista de favoritos. Sim, dentre mais de 700 filmes assistidos somente sete conseguiram transpor o muro. “Meu Nome é Khan” é um deles.

Faz algum tempo que quero conhecer o trabalho de Shahrukh Khan, um dos maiores atores de Bollywood. Todo mundo fala bem dele, venera ele, coloca apelidos monárquicos nele e apesar de ter interpretado Shekhar em “Ra.One” (#fail) ele não é do tipo que deixa dúvidas: ame-o ou deixe-o. Eu, que tenho dedo bom para filmes indianos, comecei com sorte. Shahrukh Khan ganhou meu respeito interpretando Rizwan Khan, um muçulmano que sofre da Síndrome de Asperger e que quer encontrar o presidente dos Estados Unidos da América.

Ok, até que foi fácil até aqui. Vocês sabem, escrever sobre um livro ou filme que nos arrancou um pedaço não é uma tarefa simples. Por isso falo mais sobre o que não gostei: xingo e pronto, me sinto mais leve. Agora, quando fico apaixonada pelo trabalho de alguém a missão pesa. Nossa, que cruz! Como é que eu vou colocar no papel, em palavras, todas as sensações? Por exemplo, como exemplificar através de uma postagem na blogosfera a interpretação impecável de Shahrukh Khan?! Soaria clichê dizer que quero abraçá-lo, guardá-lo num potinho ou na minha estante, fazer uma tatuagem com seu nome na minha testa. Não é bem isso. Não quero parecer exagerada nem bajular. Eu quero transmitir a você, que não viu esse filme, o quão espetacular a viagem de um muçulmano através dos EUA pode ser.


A vida era tranquila antes do ataque ao World Trade Center em 11 de setembro. As pessoas seguiam em frente, caíam e levantavam. Então duas torres foram atingidas e derrubadas. Rizwan Khan e todo o seu povo foram rejeitados. Sua crença, posta à prova. Enquanto todos ao seu redor desmoronam e choram a perda de entes queridos, Rizwan se mantém perdido em sua síndrome. Todavia, não se esquece de como amar. Após perder sua esposa para um acontecimento que os separou, Khan faz uma promessa: ele precisa se apresentar ao presidente e dizer que ele não é um terrorista.

Eu adoraria ser capaz de transparecer imparcialidade, apontar os erros, falhas ou alguma cena desnecessária, mas se você quer saber: o filme é perfeito mesmo assim. Para mim, o melhor filme sobre os ataques de setembro nos EUA por mostrar o outro lado da história e desvincular a tragédia de comentários preconceituosos contra religião (seja ela qual for). Pois seja muçulmano ou cristão, no fundo:

1 comentários:

Marcelle Cristina disse...

Já vi esse filme e, realmente, não existe palavras para descrever tamanha perfeição. Pura emoção e aprendizado do começo ao fim. Eu sempre achei Shahrukh um ator maravilhoso, mas ele se superou em todos os sentidos possíveis interpretando esse personagem. Também entrou para a lista dos meus favoritos e é, sem dúvida, um dos melhores filmes que já vi na vida.

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