28 de dezembro de 2012

Metas para 2013

Como assim, minha gente? Já estamos à beira do final de 2012. Nunca me esqueço daquela vez que me disseram: "A vida passa voando depois dos 18 anos". Na hora eu girei os olhos e achei papo de velho saudosista, mas hoje boto fé de que o negócio é sério. Mal deu tempo de curtir as últimas estripulias dos meus vinte e poucos anos, logo estarei completando vinte e seis e enfrentando perguntas do tipo: "E aí, vai casar quando? Não acha melhor começar a pensar em filhos"? Não sei o que acontece com a sociedade, mas depois de determinada idade da fêmea todos acham ter direito sobre sua vagina. Pois bem, vamos às metas antes que elas venham a nós e nos acerte no meio dos olhos. Em 2013 eu...

#01 - Quero aproveitar os últimos meses de liberdade
Como eu disse no começo do texto, após os vinte e cinco anos a sociedade se acha no direito de tomar conta do galinheiro. Cheguei a ouvir discussões acaloradas sobre depilação íntima. Talvez este primeiro ítem seja excesso de Naomi Wolf, mas ele tem o seu valor. Em 2013 vou viver a garota livre que há em mim, enquanto ela não se transforma em uma máquina de reprodução em potencial. Como? Eu ainda não sei. O espaço livre no meu cérebro, que logo será ocupado por culpas sociais injetadas, será usado em algo proveitoso, prometo. Nada de filhos, casamento, casa própria, peso ou carro.

#02 - Escrever uma websérie
Faz tempo que tenho planos de criar uma personagem para uma espécie de seriado. Quem sabe em 2013 eu perca a vergonha na cara e coloque tudo no papel. A concretização do projeto, por outro lado, continua sendo um mistério. Não sei se crio um blog só para postar as temporadas, se procuro um site especializado nisso ou se mando o manuscrito para a Globo (porque eu não tenho nada a perder, nem dignidade).

#03 - Ler os livros que abandonei
Pode parecer bobagem (e é, meu Deus, como é), mas aqueles números de livros abandonados no Skoob estão me tirando do sério. Primeiro porque volta e meia as pessoas me perguntam por quêêê? se como fosse um crime deixar de ler determinada porcaria. Segundo porque fica aquela sensação de missão fracassada. Eu pequei. Sabia que detestaria o livro, mas mesmo assim comecei a ler só para depois deixar de lado, torcendo o nariz. Além do mais, como eu posso ter tanta certeza de que o livro é assim tão ruim, se eu nem cheguei ao final? Vai que eu me surpreendo (ok, eu não vou me surpreender)! Enfim, vocês podem me cobrar isso no fim do ano que vem.


#04 - Criar metas melhores
Convenhamos.

#05 - Lançar outro livro
Mais para o final de 2013, sem dúvidas. Isso se eu conseguir terminar qualquer um dos dois que comecei, óbvio. Helena vai muito bem, obrigada, mas lançar livros é algo que vicia rápido. Seja contos ou literatura fantástica, acho que teremos novidades no fim do próximo ano! Continuo ficando mais animada do que os meus leitores. Isso é bom, né? Não?

Eu, sinceramente, não sei o que me espera em 2013 e tão pouco espero algo dele. Ele tem tudo para ser um ano em branco, sem grandes expectativas e reconhecíveis mudanças. Vamos apostar na surpresa. Contanto que não seja uma imitação dos anos anteriores, já estarei no lucro. E as suas metas?

17 de dezembro de 2012

Tag do Ano Novo

A diva Cacá, do blog A Life Less Ordinary, me indicou para este meme e eu fico feliz quando sou indicada por alguém que admiro. Com licença! Eu adoro memes de fim de ano porque esse negócio de olhar para trás e ficar nostálgica é comigo mesma.

15 coisas mais bacanas que aconteceram:
1.
Lancei o meu primeiro livro.
2. Participei de uma oficina de textos.
3. Tomei vergonha na cara e finalmente me aprofundei na Antroposofia.
4. Finalizei alguns projetos que estavam parados.
5. Fui em shows d'O Teatro Mágico.
6. Comecei a trabalhar com o meu artesanato.
7. Descobri que é possível converter o arquivo em PDF através do próprio Word!
8. Voltei a ler livros e assistir filmes compulsivamente.
9. Encontrei um seriado apaixonante: Call the Midwife.
10. Algumas oportunidades apareceram.
11. Conheci pessoas super legais.
12. O The Rasmus voltou!
13. O Tony completou um ano aqui em casa com a gente.
14. Perdi alguns medos.
15. Aprendi tanta coisa, que é impossível numerar.

15 metas para 2013:
1.
Expandir os negócios.
2. Terminar meu painel de fuxicos (é uma questão de honra).
3. Lançar outro livro.
4. Morar sozinha (isso já virou piada).
5. Fazer uma tatuagem (e isso já virou lenda).
6. Aprender a costurar.
7. Fazer um curso na FEWB.
8. Aumentar as visitas do Bonjour Circus.
9. Conhecer novos lugares.
10. Terminar o meu curso de alemão (estudar por conta própria é para os fortes).
11. Criar novos projetos, e em 2014 prometer que vou terminá-los.
12. Reclamar menos.
13. Castrar o Benjamin (ai, que dó).
14. Ser mais light.
15. Praticar o desapego e me desfazer de tudo o que não uso mais (fazendo sorteios no blog ou vendendo).

Minhas metas até que são plausíveis, vai! Não tem nada de impossível, mas a maioria exige força de vontade e uma bela ignorada nessa preguiça, que vem de família. Aliás, eu nem coloco algo relacionado à preguiça na lista porque isso induz a auto sabotagem. Quem vamos tocer por mim? Todos dá as costas.


Dessa vez vou indicar outros blogueiros!

13 de dezembro de 2012

Se o mundo não acabar

Coisa chata, né, esse negócio de ficar confabulando sobre o fim dos tempos, calendário maia, asteroides e não sei mais o quê. Eu, que detesto participar desses "últimos assuntos mais comentados na sociedade", acabei ficando com vontade de tirar onda também. Vamos morrer contando as mesmas piadas, para variar. Dessa vez vou ser pessimista e acreditar que o mundo não acabará em dezembro, nem nunca, mas que pelo menos...

#01 TPM with lasers
Porque eu cansei de tentar matar as pessoas com a força do pensamento. Além de não funcionar, dá dor de cabeça. Eu quero lasers temperamentais para estourar cabeças, derreter lábios ou simplesmente para assustar e afastar meio mundo de mim. Quero abrir buracos em paredes, de preferência no décimo sexto andar, que é para jogar muitos lá de cima sem ter o trabalho árduo de abrir as janelas. Quero furar pneus de cerezumanos que só se acham machos quando estão atrás de um volante. Ficando vesga, posso fazer uma cirurgia plástica no meu nariz. As chances de dar errado são enormes, gigantescas, mas não levo nada em conta quando estou na TPM.

#02 Cada padrão no seu quadrado
As gordinhas estarão no topo da cadeia alimentar masculina. As narigudas serão requisitadas cada vez mais para tirarem fotos de perfil e pararem direto na capa da Vogue. Será uma delícia ver as recalcadas correrem para as clínicas ou arrancarem com as unhas mesmo as aplicações de botox! Silicones serão abandonados nos córregos e causarão a maior enchente que São Paulo já viu. Sneakers e crocks serão queimados em uma homenagem saudosista a queima de sutiãs. Louras ficarão verdes porque, na pressa da mudança, vão errar o tom da tintura. Academias irão falir e seus donos investirão em pet shops porque, afinal de contas, os animais são as únicas coisas que prestam nesse mundo.

#03 Eu aceito, e o meu coração continua aberto
As pessoas, finalmente, vão aceitar as opiniões contrárias e os diferentes pontos de vista a respeito do mesmo assunto. Nenhum pau no cu usará a máxima "isso é inveja, vai fazer mellhor" porque descubrirá, em tempo, que ele não é nem mesmo capaz de ser melhor quanto mais exigir que alguém se supere. As virgens irão parar de tomar as dores de seus ídolos e entenderão que a crítica não é direcionada à elas. Os intelectuais e os pseudos vão ter preguiça de bufar e desdizer a própria sorte de nascer no Brasil, ora bolas. Aliás, os meia boca também vão deixar os intelectuais e os pseudos em paz porque, veja só, eles não são obrigados a gostar das mesmas bostas só para parecerem tão medíocres quanto. E todo mundo ficará em paz porque estarão ocupados cagando e percebendo que são os únicos que sabem a forma preferida de dobrar o papel higiênico.

#04 Inverção de papeis
Homens formarão um grupo de ajuda contra a repreensão feminina, que criou padrões absurdos de beleza para eles. Eles vão chorar em um canto escuro com o dedo na boca e em posição fetal porque sofrem agressões físicas das esposas e namoradas, mas as juízas estarão distraídas com processos do mensalão-maternidade e inseminações artificiais que deram errado, logo, não poderão cuidar desses casos triviais. Homens terão que trabalhar fora, fazer revisão com outros pais numa espécie de creche comunitária e tudo isso de terno e gravata, caso contrário, serão estuprados por uma boneca inflável robótica na primeira esquina.


#05 Cura do fatalismo
Se o mundo não acabar em 2012 depois de tudo isso que fomos obrigados a ouvir, assistir e ler... Queridos, eu mato o primeiro que se abestar em dividir com a humanidade qualquer outra teoria de catástrofe universal. Chega de interpretar ao seu modo os antigos e sua simbologia. Chega dessa ânsia em ter no encalço uma desgraça iminente. O mundo está acabando desde o seu início, não precisamos de cientistas solitários e frustrados para nos lembrar disso com grandes doses de pânico e dramatização. Vai acabar quando tiver de acabar, sente e espere.

10 de dezembro de 2012

Skoob - minha estante virtual

Antes do meme, eu queria dizer que recebi esse selo do blog Caixa Preta e gostaria de agradecer pela indicação! Para não estragar a brincadeira, devo indicar agora alguns blogs também. São eles: 




Surrupiei do blog 187 Tons de Frio porque sim. Acho que memes são sempre bem vindos, ainda mais quando tem esse negócio de tags e o escambal (mesmo eu nunca não indicando alguém). Eu sei que o Bonjour Circus anda literário demais.

1. Quantos livros você tem na sua aba LIDO no skoob?
125. Foi o que a minha memória conseguiu registrar permanentemente e de agora em diante tomo um certo cuidado desnecessário para manter a lista atualizada. É um tipo de jogo de egos, se você quer saber. Sou a favor do script para contabilizar quantos rótulos de produtos e outdoors cada indivíduo leu.

2. Qual livro você está lendo?
Estou lendo dois. O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec - totalmente abandonado porque não tenho aptidão para esse tipo de leitura. Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu - sou curiosa e queria saber qual era a desse cara que todo mundo vive citando. Só digo uma coisa: é detestável.

3. Quantos livros tem na sua aba VAI LER?
205 and couting. Acho que essa lista nunca vai parar. O único problema é que ela cresce por causa da minha mania de comprar/baixar mais livros do que posso/vou ler. Alguns ficam tanto tempo por lá, que acabam deletados quando perco o interesse ou a paciência de esperar encontrá-los/comprá-los. É instável, assim como eu.

4. Você está relendo algum livro? Qual é?
No momento, não. Mas O Fantasma da Ópera está na espera.

5. Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
Já abandonei seis livros livros: Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett - um porre! Meu Deus, que livro chato. Os 13 porquês, de Jay Asher - pré-adolescente demais para mim. Lugar Nenhum, de Neil Gaiman - eu lembro que o livro era até legal. Não sei porque abandonei. O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne - não entendi o que fez as pessoas amarem o livro; a ideia é boa, mas colocada em prática ficou monótona e sem emoção. As Memórias do Livro, de Geraldine Brooks - abandonei porque ia viajar e não podia levá-lo comigo; duvido muito que a Del de hoje voltaria a lê-lo. Entrega Especial, de Danielle Steel - sério mesmo que eu já tentei ler isso? Dona Steel faz o gênero chik-lit para a meia idade. Não dá.

6. Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?
Nenhuma. Eu tinha algumas, só que deletei ao perceber que a minha opinião não faz a menor diferença. Ao ler algumas resenhas alheias, eu adoraria que outros usurários tivessem esse mesmo despreendimento.

7. Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
125. Tenho essa mania, essa síndrome de Monica Geller, que me obriga a ter tudo nos conformes.

8. Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
Seis livros. Sim, eu sou uma fresca que não favorita quase nada na vida (incluindo pessoas). Não tem segredo: são livros do Zusak, o meu próprio, um da Florbela Espanca e sobre arte circense (óbvio).

9. Quantos livros você tem na aba TENHO?
51. Eu sempre me esqueço de marcar o ícone verdinho, ele fica mei' escondido.

10. Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
21. Sendo que a maioria eu desisti de esperar ganhar/comprar. Alguns que estão na lista de "vou ler" nem foram marcados ainda como desejados, o que bagunça um pouco e me faz perder oportunidades de ouro (digamos que eu tenho o meu Skoob como parâmetro ou até post-it para me lembrar do que vou ler/comprar ou do que quero ganhar). Dou prioridade para o velho novo do Zusak, O Azarão, a coleção da Florbela Espanca e do Steiner, e A Loucura de Isabella (e outras Comédias da Commedia Dell'Arte), do Flaminio Scala.

11. Quantos livros emprestados no momento? Quais?
Nenhum. 'Cê só pode estar de brincadeira achando que eu empresto livro. Só falta pedir o quê? O namorado?! Eu minto para não emprestar os meus livros. Eu escondo quando sei que a visita a chegar gosta de determinado autor ou gênero. Enquanto uns guardam dinheiro, eu guardo livros dentro do colchão.

12. Você quer trocar algum livro? Quais são?
Ai, quero. O problema é que os livros que quero ninguém está disposto a se desfazer deles. Esses materialistas são mesmo uma desgraça. Olha quem fala, a menina que esconde Markus Zusak atrás da geladeira para ninguém levar. Enfim, são 14 livros que acumulam pó na estante e não me deixam esquecer de que eu poderia estar me divertindo com outros em seu lugar: Superdicas para Escrever Bem, de Edna M. Barian Perrott (RLY! Quem me deu não me conhece). A viuvinha / Cinco minutos, de José de Alencar (esse tal Zé deveria ser banido do mundo. Just saying). Coração na Lona, de Marlene O. Querubim (para você ver que o meu desapego material slash budista não tem fronteiras). 24 Horas na Vida de uma Mulher, de Stefan Zweig (eu adorei esse livro, mas não vou ler novamente). Tem Crepúsculo, O Diário de Bridget Jones e alguns outros.

13. Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
Metas não são o meu forte. Para mim, tem algo de depressivo e desesperador, sem mencionar que uma parte de mim se diverte com sabotagens. Tenho a impressão de fazer dar errado de propósito. Mas essa sou eu.

14. Qual é o número no teu paginômetro?
31.545 (não faço a menor ideia do que isso significa).

15. Qual o link do teu perfil do Skoob?
É esse aqui! Não posso resistir, devo deixar uma metáfora idiota para encerrar: ao vasculhar minha estante, não julgue o livro pela capa.

5 de dezembro de 2012

I don't love rock n' roll

Faz uns bons dois ou três anos que não visito o meu fiel cabeleireiro. Um belo dia acordei, me espreguicei, e decidi que cuidaria de mim sozinha. Esse negócio de terceirizar o serviço estava me custando caro. Entrei numa vida feminista de me amar do jeito que eu sou, mergulhei na onda esquerda de quem não quer alimentar o Sistema e decidi torcer o nariz para as burguesas. É isso mesmo: eu estava sem dinheiro.

Porque nessa situação esse tipo de ideal funciona.

Para falar a verdade, acabei tomando gosto pela coisa. Nunca fiz minhas unhas em uma manicure, tão pouco depilação. O que faltava para ver meus cabelos livres de tesouras profissionais? Vinte e cinco reais para cortar as pontas e fazer uma escova. "Sério mesmo?!" perguntei para mim mesma. "Você é aleijada por um acaso"? Não, eu não sou. Meu cabelo, sempre rebelde, adorou a ideia. Espantada, percebi que ele estava muito mais bonito desde que comecei a cuidá-lo. O bichinho se sentia mais leve sem as regras do cabeleireiro. Eu me sentia mais rica e mais dona de mim sem precisar ir ao salão de beleza só para cortar dois dedos de comprimento. Foi, enfim, uma das melhores decisões que já tomei - no setor capilar, porque eu sou um desastre em qualquer outro.

Mas sabe como é. Não seria eu se a coisa não tivesse sido elevada ao ridículo por vontade própria. Decidi que não estava feliz com as minhas habilidades limitadas e resolvi aprender novas técnicas. Assisti vários vídeos no Youtube, li alguns artigos no Google, peguei a tesoura e fui para a frente do espelho. Deu certo nas primeiras vezes, para o espanto da plateia. Descobri uma forma de tirar o comprimento e ainda repicar as pontas, que leva menos de dez minutos. Fiz uma, duas, três, dezenas de vezes. Meu cabelo começou a enrolar timidamente nas pontas, o que me deixou cada vez mais satisfeita - era o resultado que eu queria. O que eu não sabia, é que a confiança (no meu caso) pode ser fatal. Se eu não posso ter uma coisa, essa coisa é confiança. Eu perco o freio.

Num belo sábado, sozinha em casa (o que é perigosíssimo: confiante e sem a supervisão de adultos), decidi que não seria mais a LANG, Del se não mudasse o meu cabelo de uma vez por todas. "Vinte e cinco anos", eu pensei, "está na hora de mudar esse visual de quem acabou de sair da escola". Nada muito radical, ponderei. Apenas mais curto. Na minha cabeça limitada, usando da mesma técnica, a única coisa que mudaria seria o bendito comprimento - eu ficaria com o cabelo um pouco acima dos ombros e encaracolado nas pontas. Ok. Penteei o cabelo para frente, prendi em forma de rabo de cavalo, cortei rente ao elástico que o prendia deixando apenas um cotoco na altura da minha testa. A cara de felicidade. Eu me lembro da minha cara de felicidade. Soltei meus cabelos e agora não só me lembro, como sinto no espírito a minha cara de terror. Ficou mais ou menos assim:

 Essa sou eu, de bigode, diretamente do álbum "MoMeNtOs" no Orkut.

O que eu fiz? Liguei para a minha mãe, ora bolas! Falei que havia feito uma pequena cagada irreversível e que não sairia de casa pelos próximos seis meses. "Mas não dá para arrumar?", ela perguntou otimista como toda mãe. Respondi que podia ficar pior, que era melhor deixar quieto e andar, sei lá, de peruca. Antes de desligar o telefone, choraminguei "confiança nunca mais e mimimi". O meu sábado estava exterminado.

Lembram do papo de me amar do jeito que eu sou? Pois é. Isso não é possível (ou mesmo recomendado) enquanto o seu cabelo sofre uma crise existencial. Não que eu tenha me trancado no quarto para chorar na cama, que é lugar quente, mas digamos que eu evitei o contato social por alguns dias. As pessoas não estavam preparadas para o meu despreendimento. Nem eu estava preparada, se você quer saber. Porém, após algumas semanas e alguns milímetros a mais, eu comecei a me acostumar com aquela Runaway aparecendo todos os dias no espelho. Decidi que usando batom vermelho e botinas de couro, a sociedade me ignoraria; eles adoram um pré conceito, né verdade? "Ah, é metida a roqueira. Ah, é metida a gótica. Ah, é só mais uma estranha da Av. Paulista. Tem problema, não!" Deixe todos pensarem que você sempre foi assim, e seu visual estará automaticamente consertado.

  Essa sou eu, sem bigode, no dia em que fugi com as Runaways.