31 de agosto de 2012

Blogday 2012

Quem me acompanha no twitter sabe que eu fico doida esperando por esse dia. Eu adoro blogs! Adoro conhecer novas ideias e blogueiros que compartilham, ou não, da mesma opinião que eu. Essa foi a melhor brincadeira que a internet fez surgir até agora. Então, hoje eu reservo o Bonjour Circus para divulgar os cinco blogs que se destacaram em 2012! É claro que eu gostaria de listar muito mais, mas também não quero estragar as regras.

{CoisasdePablo}

Pablo é um cara criativo e inspirador. Desde que encontrei seu blog, já mudei diversas coisas no meu quarto e senti vontade de aprender tantas outras formas de arte. Ele tira fotos, tricota, pinta, decora, inventa, ensina, escreve, tem um animal de estimação genial, é cheio de estilo, ideias novas e sem dúvida merece ter um milhão de seguidores! Há tempos que eu não encontrava um blog com tanta qualidade. {CoisasdePablo} é o queridinho dos meus favoritos.

Edgariando

Eu gosto do humor do Edgar. Acredite, ele não vai se esforçar para agradar você e é por isso mesmo que eu acompanho o blog e comemoro cada atualização. Ele fala o que dá na telha de um jeito que muito escritor e jornalista gostaria de fazer (e eu). Não se engane pela aparência, o moço faz bonito!

Nuvem Pimenta

Eu acompanho a Gabi desde a época em que ela prestava o vestibular para medicina. Depois, quando deletei meus blogs e sai da blogosfera, perdi o Nuvem Pimenta de vista. Qual foi minha surpresa ao reencontrá-lo nos links de um outro blog! Além de fazer parte do meu passado adolescente, Nuvem Pimenta é o típico blog, daquele estilo, que nunca deveria ter saído de moda. Você ri bastante, e ainda tira lições de vida com o Cantinho do Síndico.

Quinas e Cantos

Um blog culto. Eu sempre saio outra pessoa de lá. Adoro cada texto, cada vírgula e cada palavra cuidadosamente costurada. É um banho de inteligência e bom gosto!

A Life Less Ordinary

Dizem que "fofo" não é elogio, mas o blog da Cacá é fofíssimo! Ele segue a linha diário virtual, mas com uma cara de scrapbook. Super original, ela posta fotos, dicas e tudo o lhe chama a atenção, compartilhando assim, um monte de coisas boas. Quando não tenho nada para fazer, passo horas olhando página por página e me inspirando com as ideias da Cacá.

28 de agosto de 2012

Direito de escolha

— Tenho vontade de fugir da cidade.

— Por quê?

— Porque a cidade me sufoca.

— Ainda sente pânico?

— ... companhia demais.

— Entendo.

— Para mim, às vezes as pessoas não funcionam como uma colmeia. Não as vejo como abelhas operárias trabalhando, dando a vida em troca de uma sociedade bem estruturada e à favor da rainha. Elas são menos do que isso, são dardos envenenados prontos para atingirem uns aos outros! Ou, talvez, soldados em uma missão maior.

— Ou simplesmente...

— ... pessoas que farão de tudo para sobreviverem e ficarem com a cereja do topo.

— E você não pode contra essas pessoas?

— A sociedade é um mecanismo complexo demais para mim.

— As outras pessoas também sentem medo, assim como você.

— Mas eu não sinto medo delas!

— Então, o quê?

— O problema é me identificar demais com todas as outras pessoas. Não gosto da ideia de saber que estou misturada, perdida entre tanta gente, sem alternativas de fuga. Não importa para onde eu vá ou o que eu faça, ainda estarei dentro do padrão. Mesmo se eu enlouquecesse, isso estaria registrado nos livros porque todo mundo já fez de tudo! Não há nada mais de diferente e inovador para ser feito.

— Mas você é única! Não há ninguém igual a você, sabe disso.

— Há tantas de mim por aí.

— Isso não é verdade.

— Tantas garotas com minha idade, mesmos gostos, rostos parecidos. Indo à terapia, visitando os amigos, comprando coisas, desejando outras. Querendo amar, serem amadas. Pegando gripe, acreditando em Deus vezes sim e vezes não. Deitando no divã e sofrendo crises de identidade!

— Mas nenhuma delas viveu e nem irá viver a mesma vida que você.

— Acho que o mundo é grande demais para mim. Não gosto de ter milhões de opções.

— Porque você não sabe escolher.

— Foi uma pergunta?

— Não.

— É, eu não sei escolher mesmo. Nem sei o que fazer com dois braços, muito menos com milhares de possibilidades.

24 de agosto de 2012

Não diga bom dia. Diga Bonjour!

Um blog pode significar apenas mais um para muitas pessoas. Confesso que, no começo, criei o Bonjour Circus só para este fim e mais nada. Mas aqui acabou se tornando muito mais do que um diário virtual e acabou tomando conta de grande parte do meu dia a dia. Conheci pessoas incríveis, divulguei minhas ideias e fui bem recebida, até um livro lancei - graças a força de cada leitor, que não me deixou desistir. Eu adoraria escrever um texto para essa data especial, mas estou com uma intoxicação alimentar, sofrendo com a internet lenta e passando pela tempestade de uma TPM. Ou seja, fico devendo! Mas não deixem de conferir o resultado do sorteio de aniversário e o primeiro post sobre Helena a ser publicado em um blog literário. No fim das contas, é uma comemoração e tanto!


Parabéns para mim e para você, leitor, que faz do Bonjour Circus o que ele é!

21 de agosto de 2012

Ultimamente...

... o Bonjour Circus tem servido exclusivamente para divulgar o meu primeiro livro. Por mais que eu evite falar sobre o assunto, fica difícil deixar de lado algo tão esplêndido que acabou de acontecer em minha vida. Peço compreensão! Aos poucos, as coisas voltam ao normal, tudo se ajeita no devido lugar e o lançamento do meu livro se transforma em passado. Só me deem mais um tempo para curtir esse momento.

... não tenho do que falar. Quer dizer, eu tenho, mas falta vontade. Meus pais estão sem se falar há um mês, continuo com a terapia, continuo escrevendo, continuo fazendo de conta. A vida segue, mas não sei exatamente para onde. Isso deveria me assustar, porém, o que realmente me preocupa é minha falta de interesse. Talvez seja uma metamorfose; aquela fase de mutações internas que não conseguimos acompanhar, que mudam e se movem do dia para a noite, e de repente, pronto, somos outra pessoa, somos adultos. Por outro lado, pode ser uma reticência perdurando mais que o usual.

... venho me sentindo inquieta. Eu sei bem o porquê - a tal da urgência. Do quê? De tudo. Eu tenho que, esse desgraçado. Volta e meia ele volta como se nunca tivesse partido. Não adianta, a auto cobrança está no sangue. Maldita herança. O jeito é aprender a conviver com isso; assim como aprendi a conviver com a asma e com minha inabilidade de adaptação.Quanto maior o passo, maior o caminho. Sempre.

13 de agosto de 2012

Certeza

Engulo a comida nas refeições com pressa não sei do quê. Acordo cansada. Talvez, parafraseando Mia Couto, cansada de não morrer. Aliás, Mia Couto tem sido agradável na minha ficção verdadeira. Se acaso não conhece o meu termo: Ficção verdadeira é uma categoria que reúne todos esses personagens magníficos e interessantes, que são vistos apenas através de uma tela; no computador ou na televisão. Pessoas impossíveis de existir, devido suas habilidades, que meus olhos não conseguem acreditar, mas vivas e reais. Minha mãe reclamou da minha forma de comer.

— Vício do século - eu respondi.

A minha geração tem pressa em se enterrar a sete palmos para não levantar mais e, finalmente, mandar a sociedade à merda. "Fiz o que pude e o que não pude, agora fodam-se vocês e me deem o direito de apodrecer". Mais ou menos isso. Eu sei, ando azeda. Minha cara, bem aquela de quando chupamos limão. Meu espírito, em posição fetal. Já pensei em começar um diário, um relatório até. Pensei em comprar 1.001 moleskines para desabafar todos os pormenores da rotina dos meus fantasmas. "Hoje, o fantasma Medo limpou as vidraças para me deixar contemplar o futuro nublado". Seria triste, sem dúvidas. Deixei de lado, por enquanto, a ideia do diário. Comecei contos. Fiquei espantada com a quantidade de coisas bonitas que sou capaz de escrever. Parei no meio de uma frase.

— De onde vem tudo isso? - me perguntei assim, em voz alta, tentando chamar a minha atenção.

Por que não tenho acesso direto a essas coisas boas? Onde a escritora em mim esconde o cartão? No dia a dia, sou um porre. Na frente de um papel em branco, porém, sou minha melhor companhia. Pois foi decidido sem meu consentimento, que eu não escreveria mais. Assim, sabotei a solidão. Se me perguntarem o que está acontecendo, logo respondo, num rosnado, para falarem com a outra parte de mim - essa deve saber do caso. Ando fugindo do divã. Desde que meu pai cortou minha terapia pela metade, não tenho mais a menor vontade de encarar minha terapeuta. "De nada adianta", eu pensei com meus botões quase caídos da blusa velha, "enquanto meu pai continuar me esbofeteando com os olhos".

E olha, eu tenho razão.

Ter razão é o mesmo que cortar o próprio braço, por exemplo. Ou arrancar um dos olhos. Em tempo, se por um acaso você ainda não entendeu, é se mutilar por diversão. Tem gente que estufa o peito quando está certo. Eu abaixo a cabeça, coloco a mão na testa e lamento. Como eu queria estar errada!

10 de agosto de 2012

A Culpa é das Estrelas

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
John Green
★★★★★
Estou lançando o meu livro, como vocês bem sabem, portanto, não tenho muito tempo para outras coisas; sequer escrever! O trabalho parece ser infinito (nunca paro de corrigir erros e a diagramação), mas acho que agora finalmente atingi a fase final - "Helena" será lançado em agosto. Mas resolvi dar uma paradinha para escrever um pouco no blog e não deixá-lo assim, tão abandonado. Como eu tenho vários assuntos, e não consigo organizá-los para falar sobre cada um, decidi fazer uma resenha bem sem vergonha sobre o único livro (até agora) a ganhar cinco estrelas na minha avaliação: A Culpa é das Estrelas, de John Green (esse lindo).

Tudo bem, eu confesso: o meu interesse em lê-lo surgiu após encontrar o comentário de Markus Zusak. "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais" está escrito na capa, e eu tive que me derreter porque o senhor Zusak é tudo e mais um pouco. Comentei com alguns colegas: "se esse homem pedir para eu pular de uma ponte, cara, eu pulo"! E pulo mesmo. Imagine, então, cumprir a simples tarefa de ir à livraria comprar um exemplar indicado por ele. Moleza. Tentei participar de sorteios, mas sinceramente, nunca tenho paciência de esperar a sorte. Comprei e pronto, acabou o problema.

Li vários comentários de pessoas falando super bem do livro, que era lindo, emocionante e blá blá blá. Eu, bicho do mato que sou, já fiquei com um pé atrás. Pensei ser mais uma história-de-casais-com-câncer, que quer fazer você chorar a todo custo porque a vida é injusta, mas o amor é lindo e invencível e zzzZZzZzZz... Um Amor Para Recordar, por exemplo, ou Inquietos. Todo mundo já sabe o final, já sacou a moral da história e já estamos cansados dessa ideia batida. Mas "A Culpa é das Estrelas" tinha a recomendação de Markus Zusak! Isso, meu amigo, é o suficiente.

Só que eu dei com os burros n'água. O livro é bom! Melhor ainda, o livro é surpreendente. Não existe aquela balela emocional, o romance água com açúcar, um sacrifício de contos de fadas para que o Bem vença. A história acontece tão naturalmente, que você quase se esquece de que está lendo uma ficção. Ok, eu dispensaria o namorico, mas por outro lado não posso negar que ele foi essencial para o "todo". Enquanto eu achava que sabia tudo o que aconteceria e deixaria de acontecer naquele enredo, cada página que eu virava era uma surpresa. Mais próxima do final, então, me vi fazer uma coisa que há muito tempo não fazia: segurar o choro. A última vez que chorei lendo um livro, foi com "Marley & Eu", isso no ano de 2007! Desde então, nenhum livro havia arrancado alguma lágrima deste ser frio e calculista que vos escreve.

Não, a história não é mais uma lenga lenga para entupir estantes nas livrarias. John Green teve o cuidado de dar vida a cada personagem e o humor, que eu acho imprescindível. Não há exageros, amor a la Danielle Steel nem força o leitor a se apaixonar. Pois é, existem aquelas histórias que praticamente berram: "Você tem que amar esse livro"! Não, eu amo "A Culpa é das Estrelas" porque é bem escrito, leve e divertido. O único problema é minha vontade de fazer várias perguntas ao Green, pois eu realmente quero saber mais dessa história. Terminei a leitura com a sensação de que poderia ler mais 300 páginas e abracei o livro com um único pensamento:

Ler este livro foi culpa do Markus Zusak. Ainda bem!