27 de julho de 2012

Julgando pela capa

Falando em livros, que tal se você marcasse Helena no Skoob para ler mais tarde?

Meme retirado do Wink, blog da Mia. Tem regrinhas, mas sou uma revolucionária fora da lei, portanto, irei sutilmente ignorá-las assim como não indicarei alguém para dar continuação a corrente. Aprendi algumas coisas sobre o julgamento de livros pela capa, só que continuo fazendo isso. Desde que comecei a escrever Helena venho pensando na capa e em sua importância; ainda mais para mim, que sou escritora estreante. Por outro lado, não faço o que não quero que façam comigo. Evito torcer o nariz para capas dos primeiros livros de um escritor ou escritora. Vamos dar uma chance! Mas como já caí bastante na armadilha literária, o meme será proveitoso.

#1 Um livro que você já leu só por causa da capa:
É um livro circense, mimimi. Comigo é assim, tudo relacionado ao circo tem que ser meu ou, no mínimo, devo estar por dentro do assunto. É mais forte do que eu! Então, mal dei atenção a história e já estava querendo comprá-lo ou ganhá-lo o mais rápido possível. Quando colecionamos algo, as coisas funcionam desse jeito. Confesso que não fiquei animada com a narrativa, mas diabos, o livro continua sendo circense e isso basta.

 


#2 Um tipo de livro que você não lê por causa da capa:
Na verdade, existem diversos livros atuais que eu não leio por causa da capa. Acho mulherzinha demais. Eu gosto da Marian Keyes, li um ou dois livros dela, e apesar de achá-los muito longos e o enredo repetitivo, não fico perseguindo a coitada. Pode não ser meu tipo de leitura, mas ela escreve bem. O problema é que a capa e o título não ajudam no enredo já condenado por mim. "Tem Alguém Aí?", parecido com um título do Jostein Gaarder, e a ilustração demonstra que eu perderia meu tempo tentando, mais uma vez, ter paciência para chegar no fim da história. Tem cheiro de "mais do mesmo".


#3 Um livro que você relutou em ler por causa da capa, mas gostou:
As capas brasileiras, normalmente, são decepcionantes. Não sei o que as editoras tem contra o setor de arte. Claro que não estou generalizando, mas não consigo me lembrar de nenhuma capa legal no momento. Mas gostei da história; até demais por ser um "clássizzzZZzzz".






#4 Um livro que te decepcionou, mas você gosta da capa:
Gente, que livro chato. Comprei em um impulso consumista e até hoje não sei onde estava com a cabeça. Aliás, eu sei: estava com a cabeça na capa. É bonita. Eu sequer li a sinopse, para vocês terem uma ideia. "Não tem como esse livro ser ruim" eu pensei. Ora, francamente.







#5 Suas cinco capas de livros favoritas:

Água para Elefantes, Eu Sou o Mensageiro, A Menina que Roubava Livros, Gonzos e Parafusos e Os Contos de Grimm.

18 de julho de 2012

Uma parte de mim que não coube no mundo

Talvez se eu fosse mais, não seria assim, menos. Eu procuro um lugar, mas a única coisa que encontro são outros caminhos que não levam, só se perdem. Não sei se fico, se mudo, se vou, se aconteço ou se floresço. No fim das contas, de qual jardim devo cuidar? Daquele que banha meus olhos ou este meu, que sempre esqueço? Afinal, o importante é exibir ou no nosso segredo cultivar? Não faço ideia. Sinto que, se eu fosse mais alta e um pouco mais magra, seria uma mulher totalmente diferente desta que conheço. Então, fico sem respostas. Sou composta por ossos ou palavras? Esta minha cara tão pálida, é reflexo da alma? O espírito, este pobre coitado, preso em uma gaiola velha e enferrujada; como ei de tratá-lo melhor? Ele fala? Penso que, se minha voz fosse mais madura e severa, minha casa seria mais bela; mobílias de madeira rara, cortinas de cetim caro, lustres de cristais.

Por pouco entrei em extinção. Sou o único exemplar. Rasgada, mal tratada, desgastada, marcada, rabiscada e ainda assim, valiosa. Subjugada, finalizada. Todavia, reinventada. Recrio asas e fujo deixando para trás olhares confusos. "Como ela consegue?", ninguém sabe. De quem escapo? De mim. Com quem brigo? Comigo. Quem bate? "É o medo!" Evito. Sou queda livre. Não tenho abrigo. Os pés cansam, mas no caminho permaneço esperando sempre por um amigo. Irei encontrar, senão um novo nome, aquele mesmo de outrora; o meu. Sempre me encontrarei onde quer que eu esteja. Devo ter o meu valor incalculável - insiste a verdade verdadeira; a qual pressinto e nego. Haja ferro! Faço do coração, as tripas. Faço das tripas, o equilíbrio.

Um rato, um barco, um náufrago. É fato. Não tenho espaço nem hora, apenas um pingo d'aurora. O pouco, eu faço! Mas não peça nada mais. Na lápide? Sou o aqui jás. Eu complico e nem explico, sigo em frente sem olhar para trás. Não adianta, eu não adianto. Atraso e cometo descaso! Desta vida, eu desisto. Já brinquei muito, hoje padeço o desapego. O bonde andando e eu indo a pé, assim progrido. Nem janela, nem porta, nem cadeira - casebre desabrigado, vou me destruindo. Já não te sigo, e vou só. Alheia aos outros, propensa ao infinito, eu compreendo o meu remédio. Escrevo, logo existo. Cresce a grama, juntam-se as formigas, fomento as cores alegres, podo e me faço muda. Emudecida, renasço. Sujo a descrita e lavo minhas mãos. Não sou problema meu, mas sim minha solução. Ando doente.

Estimo melhoras.

6 de julho de 2012

Meme escrito

O Pablo me indicou para este meme criativo e tive de participar! A minha letra não é assim, uma Brastemp, mas é a única que eu tenho. Indiquei os blogs So Contagious, Dreams e Ba Moretti's!

(clique para ampliar)

As perguntas são:
1. Qual é o seu nome?
2. URL do seu blog.
3. Escreva: 'A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso'.
4. Citação favorita.
5. Música favortia (no momento).
6. Cantor/Banda favorita (no momento).
7. Diga o que quiser.
8. Indique 3 ou 5 blogs.

Confesso que ultimamente não sou a blogueira mais animada do mundo. Deve ser uma nuvem passageira. Estou continuando com a decoração do meu quarto e já tenho algumas fotos novas para publicar. Fico contente por vocês terem gostado tanto das minhas ideias. Obrigada pelos elogios :)

3 de julho de 2012

O meu escritório vitoriano

Daí que eu decidi mostrar à vocês esse pedacinho de mundo medíocre: meu quarto. Redecorei o espaço recentemente e, devo dizer, fiquei orgulhosa do trabalho que mamãe e eu fizemos! Tudo bem, ela ficou encarregada das coisas mais importantes, mas não seria o meu canto se não tivesse o meu toque final. Além do que, a artista aqui é ela, eu só escrevo e... bom, sou filha da mãe (e olha que nem é uma tarefa fácil ser filha dela). Fiquei responsável pela escolha dos móveis novos e ela pela restauração. Vou te contar, mamãe mata à pau quando o assunto é restaurar. Eu não sei o que seria de mim e dos meus objetos vintage (oui!) sem a destreza de Dona Mamis. Pois eu, mão de vaca se lhe apetecer, não compro nada em lojas convencionais com os preços abusivos - eu caço oportunidades em bazares.

Foi em uma dessas caçadas que encontrei uma mesa antiga, em madeira pura, por R$60,00! Ainda compramos mais outra (de centro) octagonal por R$10,00. A mesa não era bem o que eu pensava, mas minha imaginação é complicada; não posso levá-la a sério. Portanto, o móvel está perfeito ao seu modo. Eu adoraria ter participado do processo, mas minha rinite e bronquite asmática não permitiram a atividade no meio do pó, na hora de lixar, e o cheiro do verniz imbuia, na hora de pintar. Precisamos, também, comprar um puxador de ferro já que tínhamos apenas três. No fim das contas, a cor ficou idêntica a que eu queria e o resultado é maravilhoso!

(clique para ampliar)

Fiquei animada e resolvi reformar um criado-mudo antigo, que está na família desde... sempre. É tanto tempo, que eu realmente não me lembro nem sei a procedência; já estava por aí quando nasci. Minha mãe havia pintado de branco e assim eu usava em meu quarto, mas com a nova mesa achei que não combinaria. Tiramos a tinta branca com um removedor, lixamos (falo no plural se como tivesse movido um dedo, mas enfim) e minha mãe mais uma vez passou o fantástico verniz imbuia! Por mim, eu passava esse verniz até nos cachorros, é lindo de morrer.

(clique para ampliar)

Então, me animei de vez - o que é um perigo. Arranquei duas portas do meu armário, colocando a televisão dentro dele. Acredite! Voltei a pendurar minhas bolsas em um tripé, o que não me agradou muito, mas é o que temos para hoje. Mudei a cama de lugar, o que me obrigou a tirar a prateleira de livros da parede, pois não gosto de nada acima da cabeça. Sabe como é, vai que cai durante a noite e eu morro de traumatismo craniano sem poder me despedir. Com os livros órfãos de um lar para chamarem de doce, coloquei a cachola para funcionar. Onde vou guardar essas merdas? Então, mamãe salvadora da pátria veio com a brilhante ideia de construir uma estante apartir de dois criados-mudos. Ela colocou um por cima do outro, presos ao meio, e enrolou com jornal. Após isso, passou tinta acrílica branca, cola líquida e adivinhem!

Verniz imbuia!

Os criados-mudos estavam bem velhos, até um pouco enferrujados, mas ao invés de jogarmos fora inventamos um novo móvel para os meus livros. Aproveitei para fazer meu "canto circense" e ainda guardar minhas pelúcias favoritas e velas que ganhei de mamãe e outra que comprei. Sou completamente apaixonada por essa ideia e acho que será difícil comprar qualquer coisa de vime legítimo. Assim como o verniz, se fosse aceitável, eu enrolaria o Benjamin em jornal também! Agora tudo é motivo para fazer cestas e reinventar móveis! Sempre que chego dizendo ter uma ideia, minha mãe já sabe que terá de trabalhar com jornais.

Meu quarto ficou bonito. É um cômodo grande, mas torto (um português construiu, mas evitemos piadas), que me impede de dispôr corretamente os móveis. Por mais que eu organize, tenho a impressão de que há espaço vazio ou algo fora do lugar. Mas admito que a mudança fez muito bem a minha autoestima e renovou as energias. Não posso esquecer de mencionar o blog do Pablo, que é minha principal inspiração!

Não tiro fotos do quarto inteiro porque ainda faltam muitos detalhes, mas meu canto vitoriano já está pronto. E é daí que saem os melhores textos do mundo (só que não)! Ainda estou pensando em pendurar algo na parede, com tema circense (ah vá), mas não encontrei nada interessante. De qualquer forma, estou pronta para aparecer em uma reportagem sobre "o canto dos escritores".