26 de agosto de 2016

É o fim?

O horário político começou e eu não poderia estar mais desolê. Não me entenda mal. Acho ótima a democracia, esta instituição tão razoável, e todo mundo tem o direito de discursar e roubar quantos minutos o TRE permitir. Quero dizer, roubar talvez seja um termo que preciso evitar enquanto falo de política. É muito complicado, como vocês podem ver, dar minha opinião sobre horário político. O que eu estou tentando dizer é que não há o que ser dito sobre esse assunto porque, assim como a morte, as eleições são inevitáveis.

Não consigo consertar esse parágrafo. Desculpa.

Eu nem queria escrever sobre isso, mas foi a forma que encontrei para puxar assunto com vocês. Façamos de conta que entramos todos em um elevador e só iremos descer lá pelo 20º andar. Ou seja, já que temos um tempinho à toa, nada melhor do que a política para começar uma conversa necessária. Sim, concordo, eu poderia ter falado do tempo. Acontece que não sou esse tipo de pessoa – posso ter inúmeros defeitos, mas esse não é um deles.

Um clássico.

Dentre todas as coisas que poderiam dar errado na minha vida (tipo quando tomei a decisão de instalar o Google Chrome no notebook), jamais imaginei que o blog estaria na lista. Qual é! Só não percebeu quem não quis: faz tempo que o Bonjour Circus se tornou um problema. O fato da maioria das blogueiras que conheço estarem fechando seus blogs também não me ajuda nesse momento crítico. A casa está esvaziando e eu permaneço ali, com um quitute em uma das mãos, uma migalha pendendo dos lábios, sem a menor ideia do que estou fazendo.

Semana passada perdi um dos meus cachorros, que tinha 18 anos de idade. Foi horrível. Optamos por sacrificá-lo no conforto de casa após uma semana de sofrimento e nada ocorreu do jeito certo (se é que existe um maldito jeito, ainda mais certo, para isso). Há três dias estou com torcicolo na nuca, que é possível ter se tornado crônico. É o início da minha corcunda, eu digo, mas ninguém me leva a sério. A quantidade de contas à pagar ultrapassa minhas verbas. Minha parede branquinha ganhou sua primeira mancha e perdeu um pedaço. Bem na minha santa frente, na mesa onde trabalho! Ativei as notificações do Facebook na área de trabalho e agora não sei como tirar. Meu deus, isso está me matando.

Por que eu escreveria sobre isso em um blog? Não me sinto no direito de roubar seu tempo (todos permaneçam sentados e mantenham a calma, não estou falando mais de política). Ainda me lembro do dia em que vim aqui para escrever sobre a chegada do Benjamin e no meu medo de ser um Rottweiler; e sobre o Tony, quando tentei encontrar seu verdadeiro dono; até mesmo da Luna, que parece que chegou em casa ontem, mas já faz mais de ano. Eu não sei para onde foram as coisas legais! Não sei porque tanta merda está me atingindo. Há muito tempo não sou sincera comigo mesma. É, pode até parecer fácil para você, mas ser sincero consigo mesmo é um troço que, se a gente não praticar, acaba se esquecendo de como se faz.

22 de agosto de 2016

Confúcio não era empreendedor criativo

Trabalhar com o que se ama é trabalho, sim. Você precisa acordar cedo, cumprir prazos, se relacionar com pessoas difíceis, perder a paciência e, às vezes, não ter tempo para almoçar. Você trabalha todos os dias, incluindo domingos e feriados. Há dias em que você dá tudo de si durante oito horas e outros passa das doze, treze horas. Até o relógio no seu pulso já parou de trabalhar, mas você segue madrugada a dentro – sim, com um sorriso no rosto, sem dúvidas, mas nem por isso o sono deixa de chegar.



Quando eu decidi trabalhar em casa, desde o início sabia que não seria fácil. Tenho que ser contadora, publicitária, administradora, fotógrafa e vendedora. O bordado é minha grande paixão, mas representa apenas uma pequena porcentagem do meu tempo. Precisei aprender a mexer com números, planilhas, configurações de câmeras, li e reli diversas leis que fundamentam minha profissão e protegem meus clientes e, o mais importante, me vi obrigada a melhorar como pessoa para que meu negócio e relacionamento com terceiros tivessem mais qualidade.

Desde o primeiro dia, eu soube que minha paciência seria posta à prova todos os dias a partir daquele momento – e paciência nunca foi o meu forte. Mesmo assim, eu respirei fundo e segui em frente porque era o que eu queria. É o que eu quero. Continuo querendo, apesar de quase chorar na frente de planilhas, arrancar os cabelos com logística e pensar em desistir quando algo não sai como o esperado. Eu quero, ainda que a grana simplesmente suma como num passe de mágica, ao invés de acumular um pouquinho para que eu possa, pelo amor de deus, concretizar pelo menos um dos meus planos.



Trabalhar com o que se ama dá um puta trabalho! Dá dor de cabeça, também. Às vezes, preciso confessar, dá até desânimo. Você trabalha, trabalha, trabalha e os resultados não aparecem. Então, você pensa, o problema só pode estar no trabalho em si, no seu trabalho, que com certeza você está fazendo errado, ou não se dedica o suficiente. Mas de repente, enquanto você quebra a cabeça durante a madrugada para criar novas estratégias, algo dá muito certo! Porque você correu atrás. Porque você merece! O mérito, quem diria, é todo seu.

A loja Nuvem Canela me levou às lágrimas algumas vezes – de alegria, mas veja só você, de raiva também. É uma relação intensa entre mãe e filha rebelde, que eu não trocaria por nada desse mundo. Confúcio que me perdoe, mas eu trabalho, e muito, mesmo amando o que faço. É árduo e prazeroso, recompensador e desafiador em medidas iguais. Eu trabalho todos os dias, não tenho horário para nada, tudo depende do meu esforço e é isso o que eu sempre quis:

O meu mundo em minhas mãos.

16 de agosto de 2016

10 substitutos para o chocolate!

Não sei você, mas eu estou de dieta. Isso implica mau humor, obviamente, e existe uma complicação chamada chocolate que pode colocar tudo a perder. Quando estou frustrada, ou na TPM, desconto no chocolate. Ou melhor, descontava porque isso não me pertence mais. Não que eu tenha abolido o doce da minha vida, mas não posso comer toda vez que sinto vontade (o que quer dizer sempre). Então, o que eu fiz? Bom, depois de ter arrancado os cabelos, pesquisei um pouco para ver se tinha jeito. E, menina(o), tem!

Pois bem, quando você diz chocolate, seu cérebro está dizendo magnésio – um mineral importante para os vasos sanguíneos e que nos dá energia. Chocolate tem magnésio e você até poderia tapar o buraco com aquelas barras que contém mais cacau do que alegria, mas mesmo essas podem se acumular no seu culote, caso você seja igual a mim, que não tenho limites. A solução: procurar fontes naturais e saudáveis de magnésio. Depois de encontrar as melhores, fiz um gráfico para facilitar minha vida e guardei no Pinterest. Recomendo que você faça o mesmo!